Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 25/05/2022
É notório que, mesmo com tanta tecnologia nos dias atuais, ainda há trabalho escravo no Brasil. Em Santos, no dia 5 de abril, foi descoberto que uma família mantinha uma mulher negra realizando trabalhos escravos há mais de 50 anos. Ainda é impossível monitorar todas as áreas do planeta, por isso é preciso ter atenção a cada detalhe, sempre o maior possível.
Desse modo, nos países onde tem os maiores índices de trabalho forçado costumam ter um passado marcado por esse tipo de mão-de-obra, como é o caso do Brasil. Ademais, 1010 pessoas foram resgatadas em condições análogas às de escravos no ano de 2015, sendo que 12 trabalhadores resgatados tinham idade inferior a 16 anos. Ou seja, o trabalho escravo não tem um padrão, ele busca aqueles mais vulneráveis, seja ele criança, adolescente ou um adulto.
Como consequência da crise econômica vivida pelo país, o desemprego presenciado por essas pessoas tem como solução qualquer proposta de emprego.
Na grande parte das situações, são pessoas com pouca escolaridade e que precisam sustentar uma família. Com isso são levadas para executar qualquer forma de trabalho braçal, sem mínimas condições de segurança e que ultrapassa 12h de carga horária, além de ferir a liberdade dessas pessoas, tendo o indivíduo preso ao patrão por dívida, de modo a ser totalmente refém.
Além disso, diante da realidade degradante e sem segurança, empregados são mutilados em máquinas, são obrigados a enfrentar altas temperaturas em fornos para a obtenção de carvão, problemas psicológicos acarretado pela falta de mobilidade devido a exploração humana e trabalhista ilegal.
Em suma, é essencial tomar medidas para intervenção dessa problemática. Nesse contexto, o Ministério do Trabalho deve intensificar a fiscalização nas áreas de foco, por meio de visitas nas fazendas e exigindo que os funcionários trabalhem de carteira assinada, sendo que, informem sobre os direitos trabalhistas, como um salário mínimo mensal e regular as horas de trabalho. Para que assim, auxilie a população a reconhecer seus direitos e exigirem melhores condições dos patrões. Diante disso, colocar em prática o direito da liberdade proposto pela Constituição Federal na sociedade brasileira.