Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 25/05/2022
No dia 13 de maio de 1888, depois de incríveis seis dias de votações e debates, a Princesa Isabel assinou a famosa Lei Áurea, que decretava a abolição da escrava-tura no Brasil, no entanto, a escravidão continuou ocorrendo em nosso país de forma informal, já que infelizmente, coisas como estas continuaram sendo pratica-das, mesmo que em menor número.
De acordo com o site Repórter Brasil, no ano de 2021, o Brasil encontrou 1.937 pessoas em situação de escravidão contemporânea, o que chocou muita gente pois este seria o maior número encontrado desde 2013, quando o Brasil encontrou 2.808 trabalhadores escravos. Em 1995, o Brasil reconheceu oficialmente à ONU (Organização das Nações Unidas) a persistência do trabalho escravo em seu territó-rio, no entanto, desde lá, até o final de 2021, mais de 57 mil escravos foram resga-tados.
Outro número bastante preocupante é o número de negros que são escraviza-dos, segundo com a jornalista Maria Fernanda Garcia, entre 2016 e 2018, cerca de 82% deste número eram pessoas negras, ou seja, a cada 5 trabalhadores em situa-ção de escravidão no país, aproximadamente 4 deles seriam negros, o que mostra o quanto nosso país ainda sofre, e muito, com injúria racial, algo que, infelizmente, conhecemos bem ao longo da nossa história.
No entanto, o Brasil tem lutado muito para ajudar e salvar cada vez mais essas famílias, com diversas operações realizadas por grupos especiais, e comandadas por auditores fiscais do trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público Federal e a De-fensoria Pública da União, dentre outras instituições. O decreto 10.282, instaurado em março de 2020, definiu esses tipos de fiscalizações como atividade essencial du-rante o período de pandemia, com isso, o Brasil conseguiu seguir resgatando cada vez mais trabalhadores, incluindo alguns com covid-19.