Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 26/05/2022

Séculos atrás, a África foi o principal meio para os europeus levarem mão-de-obra às suas colônias na América. Em uma cooperação com tribos e até reinos, como o Reino do Daomé e o Império Axante, os negros africanos eram capturados e vendidos aos europeus - que até mesmo trocavam álcool por escravos e incentivavam as guerras tribais -, cujos navios os transportavam à América, onde trabalhavam nas plantações de açúcar, algodão, tabaco, entre outras, porém sem direitos, tratados de forma cruel.

Passados 134 anos desde a abolição da escravatura, em 1888, com muito pesar, é possível encontrar na sociedade atual casos análogos, isto é, semelhantes à escravidão. Existem desafios a serem enfrentados para que se possa acabar com a presente no Brasil, pois, os esforços devem ser centrados nas causas: a falta de oportunidades e a deficiente fiscalização do Estado. Na primeira, a busca por sustento obriga os mais pobres a trabalharem em lugares deploráveis, que não vendo outras alternativas, tornam-se assim vulneráveis à escravidão.

Além disso, a inépcia dos representantes políticos em criar políticas públicas com o objetivo de reduzir a falta de oportunidades, somado à ineficácia do Estado em fiscalizar e garantir o direito à liberdade, como é dever e pode ser constatado na Constituição, são apenas alguns desafios para o combate das condições análogas à escravidão.

É necessário, então, tomar atitudes. O Ministério do Trabalho deve intensificar as fiscalizações por meio da ampliação dos órgãos fiscalizadores, fazê-los visitarem fazendas e a exigir carteira assinada, porém não só. A justiça deve ser feita contra os culpados, e as penas e multas devem ser aumentadas. O apoio às ONGS para difundir informações acerca da escravidão moderna não pode ser ignorado, visto que também são úteis para conscientizar as pessoas.