Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 30/06/2022

Primordialmente, sabe-se que desde o período da colonização, quando negros oriundos da África desembarcaram no Brasil de forma forçada, começou-se a apropriação de sua liberdade. Do mesmo modo, embora a opressão se manifeste de diferentes maneiras, está sendo ocultada diante à sociedade atualmente visto que muitas pessoas trabalham em condições semelhantes à escravidão devido a falta de formação profissional e também à pobreza extrema.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empencilho à consolidação de uma solução, a falta de formação profissional. Conforme o pensamento do sociológo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é caracterizada pela insegurança e constante mudança do cenário social. Em outras palavras, as empresas exigem cada vez mais a escpecialização profissional para o exercício de um cargo, uma vez que estão substituindo a mão de obra fixa por contratos temporários. Por consequência, o indivíduo sem capacitação profissional parte em busca de trabalhos informais que exigem descaradamente a liberdade de seus funcionários.

Em consequência disso, surge a questão da pobreza extrema, que intensifica a gravidade do problema. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 50 milhões de brasileiros vivem na linha da pobreza e tem uma renda familiar equivalente a R$387,07. Depreende-se que o trabalho escravo é apenas o sintoma de uma doença, sendo a pobreza a real doença que gera falta de acesso a possibilidades e a alternativas de vida. Como resultado, milhões de pessoas são empurradas para fora de suas casas em busca de um subemprego, no qual o trabalho escravo se torna sua única alternativa.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É mister, portanto, que a Justiça do Trabalho, juntamente com o Ministério da Educação, criem medidas para combater o trabalho escravo em questão no Brasil por meio de uma maior intensificação na busca de trabalhadores em condições desumanas ao prestarem atividades informais e, além do mais, criem programas de capacitação profissional gratuita para a população mais pobre, visando sua inserção no mercado de trabalho. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor para todos.