Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 02/11/2022
O conto infantil “Cinderela” conta a história de uma jovem que após o falecimento dos pais, é criada por sua madrasta, que com o passar dos anos obriga Cinderela a cuidar de todos os afazeres domésticos. Tecendo uma analogia com a realidade, a personagem vivia um trabalho análogo a escravidão, que na vida real é um grave problema a ser mitigado, ora devido a falta de fiscalizacão,ora pela falta de consciência da populacão. Logo, é necessário intervir nesse óbice.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a falta de fiscalização, uma vez que quando a problemática é ignorada pelo Estado, a população tende a fazer o mesmo, o que abre brecha para aquele que se aproveita do serviço alheio. Isso pode ser representado na obra literária de aluízio de Azevedo, “O Cortiço” em que o Governo negligencia os problemas sociais da sociedade descrita na produção. Da mesma maneira,na realidade atual, as autoridades deixam de cumprir seu papel na proteção do cidadão, cenário esse que diverge do pensamento do filósofo John Locke,que acredita que o Estado deve garantir o bem-estar de todos. Por isso, fica evidente a necessidade de intervir na falha da fiscalização governamental.
Outrossim, é válido tabém dissertar sobre a falta de consciência da população, haja vista que o descaso com o óbice retrai o número de denúncias, dando liberdade ao opressor. Isso ocorre, segundo o sociológo Darcy Ribeiro, devido ao fato do Brasil ser o ultimo país a abolir a escravidão, sendo essa uma das razões para a conservação dos hábitos escravistas. Esse panorama revela que a gênese da falta de consciência está no fator hitórico, como na defasagem do Governo na assistência dos ex-escravos após a abolição da escravidão em 1888. Dessa forma, é imprescindível intervir na falta de consciência gerada pelo processo histórico.
Portanto,é imperioso medidas para mitigar a problemática. Para isso, cabe ao Ministério do Trabalho, inspecionar as relações de emprego, principalmente da população marginalizada, através de visitas periódicas em áreas de foco, a fim de estimular o trabalho de carteira assinada. Ademais, o Ministério da Educação, deve promover campanhas que incentivem a denúncia, por meio de propagandas que relatem o sofrimento das vítimas, com o intuido de desenvolver a cartase.Assim, a animacão “Cinderela” deixaria de representar uma analogia com a realidade.