Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 18/08/2023
No longa-metragem “Barbie em A Princesa e a Plebéia”, a protagonista Erika trabalha em um ateliê, vivendo em uma situação análoga à escravidão, para pagar uma dívida que seus pais haviam contraído. Fora da ficção, a realidade do cenário atual mundial não se difere da obra audiovisual, pois os desafios do combate ao trabalho escravo perpetuam até hoje. Nesse sentido, é necessária uma ampla análise do legado histórico e do preconceito.
Nesse contexto, é importante destacar que a herança histórica é um dos motivadores desse entrave. Inegavelmente, é notório que fragmentos do passado estão presentes na sociedade atual, como os da Guerra de Secessão, momento em que a luta contra a escravidão e a discórdia entre a população estadunidense foram mais resistentes. Infelizmente, acontecimentos atuais, como por exemplo a contratação de cidadãos na vinícola Aurora, que foram submetidos a tortura e cárcere privado, demonstram a perpetuação de ações e pensamentos retrógrados, como a hegemonia do racismo. Assim, é nítido que a dissolução desse entrave é uma atitude que deve ser tomada urgentemente.
Ademais, é importante salientar os impactos negativos do preconceito na população. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948 pela ONU, liberdade, igualdade e dignidade devem ser garantidas a todo ser humano. Contudo, o brutal assassinato do cidadão afro-americano George Floyd, resultado de violência policial e racismo, demonstram o prolongamento do prejulgamento que fere os privilégios garantidos pela Carta dos Direitos Humanos, além de reduzir as lutas antirracismo à insignificância. Desse modo, observa-se a discriminação como um problema cuja resolução deve ser imediata.
Portanto, é dever do Ministério do Trabalho e Emprego - órgão responsável por supervisionar e regulamentar empregos e condições de trabalho - investigar e prevenir situações trabalhistas abusivas por meio de projetos de leis mais eficientes, que evitem o prejuízo à dignidade humana. Para a erradicação da exploração laboral, juntamente com o fim da intolerância. Dessa maneira, o cenário da vida de Erika será cada vez menos frequente no Brasil e no mundo.