Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 07/09/2023

No período do Brasil colonial muitas pessoas foram escravizadas, para trabalharem nas lavouras e nos engenhos. Paralelo a isso, infelizmente, ainda no século XXI muitas pessoas são submetidas ao trabalho escravo. Dessa forma, faz - se necessário medidas, a fim de mitigar esse impasse que tem como causas a ineficácia estatal e a maldade humana.

Sob essa perspectiva, vale salientar que a inobservância governamental dificulta o combate ao trabalho escravo. Simultaneamente, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, “Brasil soma mais de 13 mil resgatados por trabalho análogo à escravidão em 10 anos”. Dessa maneira, muitos cidadãos brasileiros tem os seus direitos essenciais, como à educação, alimentação e dignidade humana, corrompidos. Isso ocorre pela falta de fiscalização das empresas, devido a pouca atenção que o Estado dá a esse problema, o que facilita essa prática desumana.

Além disso, esse tipo de comportamento social evidencia a maldade humana. Concomitantemente, segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, o mal presente no cotidiano é aquele que vai se tornando comum até a sociedade não se importar mais. Logo, a normalização do trabalho escravo é uma realidade brasileira, pois muitas empresas não se importam com o bem - estar e os direitos dos trabalhadores, submetendo - os a condições degradantes, em virtude de ambições financeiras.

Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Sendo assim, o Ministério do Trabalho - órgão responsável por garantir os direitos trabalhistas - deve ampliar as fiscalizações nas empresas, por meio de pesquisas dos locais com mais casos de trabalho escravo e também criar canais de denúncia, por exemplo um número e um site para denúncias, com o intuito de combater essa prática. Ademais, a mídia deve fazer campanhas de conscientização nas redes sociais. Assim, a realidade do século XXI estará, cada vez mais, distante do Brasil colonial.