Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 02/03/2024

A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito à dignidade. Contudo, este documento não é assegurado, visto que o trablho escravo ainda está presente no século XXI. Nesse contexto, destacam-se a negligência governamental e a falta de capacitação profissional como fatores que agravam esse problema.

Inicialmente, podemos entender a negligência governamental como um dos principais motivadores dos desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI. De acordo com pesquisas o Brasil tem cerca de 5 escravizados a cada mil habitantes, assim é nítido que esse dado contribua para a posição do país na categoria de nações com “média/baixa”. Por isso, é incabível que o Governo não ofereça um sistema digno para que este dado desapareça juntamente com esse tipo de “trabalho”.

Sob essa perspectiva, vale ressaltar ainda a falta de capacitação profissional que determina a abrangência do trabalho escravo. Nas palavras de John Locke, filósofo inglês que fundou o impirismo, teoria que defende a experiência como única forma de conhecimento do mundo, “Somente a experiência nos fornece as ideias que habitam nossos pensamentos”. Desse modo, a falta de conhecimento e experiência fazem com que indivíduos se submetam a este tipo de “trabalho”.

Portanto, pode-se inferir que os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI é relevante. O Governo federal,na condição de garantidor dos direitos, em parceria com a sociedade devem executar as leis que já são aprovadas, contra esses “serviços”, por meio de fiscalizações e denúncias por parte da população, a fim de que denúncias possam ser realizadas e formar uma sociedade justa e igualitária. Espera-se, com isso, que a dignidade seja para todos, de modo que se cumpra o que foi estabelecido na Constituição de 1988.