Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 07/04/2020

Em 2019, a empresária Bettina foi processada por induzir e mentir às pessoas de que elas ficariam “milionárias” com um único investimento em ações de 1500 reais. De maneira similar, indivíduos “influencers”, como a relatada empreendedora, ainda permeiam pela web com dicas nocivas de emagrecimentos instantâneos e incentivo a fábrica de consumo, que atraem e impactam a formação dos jovens. Para isso, convém analisar as problemáticas e a possível solução desse quadro.

Primeiramente, a ausência de controle dos pais em fiscalizar o que seus fazem na internet vem acarretando problemas. Trata-se da avó que acha “trivial” seu neto passar a noite com o celular na mão, ou a mãe que tem medo de recolher o aparelho digital do menino, pois faz parte da geração “Z”. Assim, corroborando jovens a ficar vulneráveis na rede virtual ao óleo injetável prescrito pelo youtuber famoso, as ideologias políticas radicais indicada pelo influenciador do “Instagram” e corriqueiramente criar uma maléfica sensação de impotência nesse garotos de que sua vida é uma lástima por não ter carros ou viagens como a da blogueira famosa, algo já debatido pelo filósofo Pitágoras, que dizia eduque as crianças para não castigar os adultos. Nisso, é imbróglio que pais deixem essa situação se perpetuar, pois pode trazer danos físicos e emocionais irreversíveis a essa massa juvenil.

Ademais, a negligência governamental intensifica a problemática. Basta ver que as autoridades proíbem propagandas nas redes televisivas de incentivo ao vandalismo, ou remédios que podem suscitar algum tipo de sequela aos brasileiros. Todavia, nas redes sociais é comum encontrar um anúncio da pílula que “seca a barriga”, o consumo de um novo celular igual o da digital influencer, a angústia da menina que não tem milhões de seguidores e uma geração que chega a te criticar e humilhar por não postar uma foto como a do galã só de “tanquinho” no “Facebook”. Logo, autoridades que veem jovens tendo sua formação massacrada psicologicamente e fisicamente pela exigência virtual e não criar medidas para conter tamanho entrave é um crime moral e uma renúncia do direito à saúde.

Destarte, é mister que o Ministério da saúde e a Seara midiática elaborem medidas para alertar os pais dos perigos que a vivência excessiva na web pode trazer aos jovens, com propagandas em rádios e tevês que citem relatos dos perigos da busca pelo corpo “perfeito”, com fornecimento de apoio psicológicos em postos de saúde para tratamento psicológicos e criação de aplicativos para denunciar indivíduos que disseminam comentários ofensivos pela aparência física. Além do mais, as escolas devem realizar reuniões com os familiares para fiscalizar mais o telefone de seus filhos, com alerta de remédios perigosos incentivados dentro da internet, com cartilhas e slogans. Dessa forma, amenizar-se-á esses entraves que vem impactando a população juvenil brasileira.