Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 07/04/2020

O dia-a-dia do brasileiro, muitas vezes, envolve situações de aglomerações, tais como os ônibus e metrôs lotados, shoppings ou grandes mercados extremamente movimentados, salas de aula com cadeiras quase encostadas uma nas outras. Tal cenário é, no entanto, proibido em casos de pandemias, pois coloca em risco a saúde da população, aumentando, de forma exorbitante, a proliferação do agente epidêmico. Essa realidade torna, portanto, o isolamento social um desafio para o Brasil.

Primeiramente, é válido salientar que a OMS define saúde como um completo bem-estar físico, psíquico e social e não somente ausência de enfermidades. Esse conceito remete, ao ser inserido num quadro de isolamento social, a um possível adoecimento dos indivíduos, pois devido a falta de interação com a sociedade, o ser humano pode sentir-se mais depressivo e desestimulado, atingindo diretamente seu bem-estar.

Outrossim, a falta de produtividade, por afetar o trabalho dos brasileiros, gera, em larga escala, crise financeira para o País e, consequentemente, para o bolso do trabalhador. Os profissionais informais sofrem, ainda mais, devido não terem renda fixa nem garantias orçamentárias. Para esses, o isolar-se é tão temido quanto o contaminar-se pela pandemia em vigor.

O necessário isolamento traz, portanto, inúmeros desafios, passando pelo psicológico e financeiro do cidadão e, por consequência, da nação, como um todo. Para tanto, faz-se essencial que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde esclareçam a população sobre a importância da quarentena, através de  constantes propagandas nos diversos meios de comunicação, contando com profissionais da saúde, especialmente médicos e psicólogos para atenuar a situação de pandemia, explicando o que pode ou não ser feito e dando apoio psicológico. Cabe, ainda, ao Ministério da Economia oferecer suporte para as comunidades de baixa renda, ofertando determinada quantia para suprir-lhes as maiores necessidades momentâneas e, dessa forma, amenizar os danos.