Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/04/2020
No século XXI, durante o período de quarentena induzida –determinada pela Organização Mundial da Saúde(OMS) para conter o avanço da pandemia do Corona Vírus– diversos artistas realizam performances gratuitas a distância, intuindo a população a permanecer distanciada. Nesse sentido, os cidadãos tentam encontrar maneiras de cumprir o isolamento social. No entanto, no Brasil, tal aspecto apresenta desafios relacionados à conscientização das pessoas, assim como aos poucos auxílios governamentais.
Mormente, um ponto a ser destacado relaciona-se à falta de conhecimento da população sobre os riscos coletivos em situações de pandemia. Nesse cenário, de acordo com o filósofo Descartes, bastantes pessoas não conseguem desenvolver o sentimento de alteridade e não entendem a individualidade como precursora de acontecimentos na sociedade em geral. Sob tal perspectiva, constata-se que muitos cidadãos são incrédulos em relação às informações de propagação de doenças altamente contagiosas. Portanto, desrespeitam o isolamento social, podendo ocasionar o aumento dos riscos de infecção em toda a comunidade. Essa situação é bastante preocupante e deve ser mudada.
Outrossim, os poucos auxílios governamentais, para incentivar os cidadãos a cumprir o distanciamento social, representam uma problemática. Nesse contexto, segundo o sociólogo Thomas Hobbes, o Estado atua com o intuito de promover o equilíbrio da comunidade e de garantir a vida da população. Sob tal ótica, em momentos de pandemia –com a necessidade de isolamento social– as pessoas precisam de assistências institucionais para assegurar a sua sobrevivência, na busca por alimentação e moradia. Porém, a falta de medidas de apoio à sociedade causa a ineficiência da quarentena induzida, tendo em vista que os cidadãos tendem a retornar às suas atividades regulares para manter as suas necessidades básicas. Logo, ações do Governo precisam alterar tal empecilho.
Diante disso, medidas governamentais e populares devem ser implementadas para sanar as adversidades apresentadas. Para tanto, o Ministério da Saúde –como impulsionador de investimentos–precisa atuar na fundamentação do conhecimento sobre pandemias na população, por intermédio de propagandas televisivas e conferências informativas pela “internet”, a fim de manifestar a empatia nas pessoas, na tentativa de diminuir o contato físico em períodos de pandemia. Ademais, o Poder Executivo necessita promover a formulação de projetos de auxílio aos cidadãos com baixo poder aquisitivo, com o intuito de manter as necessidades básicas a quem perdeu consideravelmente suas rendas durante a quarentena. A partir disso, os desafios relacionados ao isolamento social serão corrigidos.