Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 10/04/2020

Prenda a respiração e conte até dez bem devagar. Um novo tipo de coronavírus está chegando. Ele surgiu na China, talvez! Uma sopa de morcegos, talvez! Ou algum outro animal exótico no cardápio, talvez! O povo chinês é muito criativo, principalmente na culinária.

Seja como for, o surgimento do vírus foi ignorado, não há tempo a perder. Ele avança rapidamente e já está na Europa a caminho dos E.U.A. e do Brasil. Principais vítimas letais: idosos, asmáticos, transplantados, diabéticos, soropositivos, em suma, pessoas com baixa resistência imunológica. O diretor-geral da O.M.S., Tedros Adhanom, diz que o isolamento social é a melhor saída no combate ao vírus. Em contrapartida, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, diz  que é tudo normal, o trabalhador não pode esperar, a Economia tem que continuar, o Brasil não para. Parece um roteiro de filme, mas não é. Você está preparado?

O Mundo Contemporâneo exige decisões cada vez mais rápidas e sábias. A questão é que nem todos estão preparados para isso. Não o estão na questão psicológica; tampouco na questão financeira. Principalmente os pobres e desassistidos que são os primeiros à sofrerem com o andamento da Economia e a falta de atendimento médico. Parece que a decisão para esse setor é simples e óbvia: morrer de COVID-19 ou morrer de fome? Acontece que a cada crise que ocorre fica mais evidente a má distribuição de renda em nosso país. O povo padece por falta de retorno de um país que cobra impostos exorbitantes de Primeiro Munto e o oferece serviços de Terceiro Mundo.

Tem que haver políticas de informação, ao invés de desinformação. O isolamento social é comprovadamente mais indicado no achatamento da curva de infectados, importante para não colapsar o sistema de saúde, principalmente o público, que já é tão precário. Haver políticas de distribuição de renda, principalmente nesta época de anomia. É hora de deixar de lado a burocracia para atender com urgência o povo mais necessitado que já falta comida à mesa. Aumento no número de leitos hospitalares e investimento em modernos equipamentos de U.T.I. Haver rigor com empresas privadas que ao menor sinal da crise corta salários, dá férias antecipada, ou o que é pior, manda para a Terra do Desemprego. Prejudicando assim, ainda mais, o andamento da Economia.

O povo tem que cumprir o seu dever, quando cientes disso; e exigir os seus direitos. O Governo é composto por pessoas. Pessoas que estão lá porque foram eleitas. Eleitas por esse mesmo povo que hoje padece na Rua da Amargura. A crise é mundial, viajando do Oriente Médio até as Américas. Com a rapidez de um vírus virtual. Mas a ameaça é real. Há de fazer valer a Constituição de 1988.