Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 13/04/2020

O começo do ano de 2020 entrou para a história mundial: o surgimento de um novo vírus nuca visto pela ciência, o COVID-19, popularmente conhecido como “Coronavírus”.Nesse contexto, esse patógeno, por ser altamente contagioso, diversos órgãos mundias da saúde introduziram a questão do isolamento social como medida de profilaxia, com o intuito de evitar a sua disseminação. Nesse quadro social, sob ótica da realidade brasileira, a realização da quarentena encontra diversos desafios, não pelo corona, mas em qualquer pandemia, devido à falta de senso crítico e à inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que a falta de criticidade de grande parcela da sociedade impede que o isolamento social haja como barreira para o surgimento de pandemias. Nesse sentido, ausência de responsabilidade dos cidadãos brasileiros coage para que mais pessoas são infectadas, pois mesmo com a recomendação de infectologistas, ou instituições como a Organização Mundial da Saúde, as pessoas não tomam os devidos cuidados para impedir o alastramento das doença, já que acreditam que a quarentena social é uma medida inócua. Consequentemente, substancial parcela da sociedade vai se infectando e morrendo, o que mostra que a solidariedade é importantíssima para a saída dessa situação, pois, segundo Franz Kafka, ela é o que mais expressa o sentimento de dignidade humana.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado potencializa, ainda mais, a consolidação do recolhimento social em casos de pandemia. Nessa lógica, o próprio poder executivo, a instância máxima de administração da sociedade, têm discursos que legitimam o anticonfinamento, visto que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fez um pronunciamento defendendo o fim da quarentena social, além de ter tentado proibir propagandas que aderem o não contato social, quando o Coronavírus chegou no Brasil. Sob esse viés, aliado ao atraso científico e educacional, as pessoas tendem a dar menos importância às pandemias contagiosas, fazendo o número de infectados crescer enormemente. Desse modo, a interdição social só será, infelizmente, uma opção quando muitos perecerem.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas são necessárias para obliterar os desafios para a realização do isolamento social no Brasil em casos de pandemia. Para isso, cabe a Ministério da Educação construir um perfil crítico dos alunos no que tange às doenças contagiosas, por meio de palestras e aulas de biologia que abordem as formas de prevenção de enfermidades contagiantes, usando como exemplo o Coronavírus, a fim de que a solidariedade seja construída e todos auxiliem em atenuar os casos de pandemias. Ademais, o poder legislativo e judiciário devem credibilizar a ideia do isolamento social, por meio da criação de órgãos que fiscalizem discursos errôneos sobre essa medida profilática, impedindo a sua disseminação, a fim de que pandemias não sejam barreiras para o Brasil.