Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 10/04/2020
Na obra “Utopia”,Thomas More retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a deficiência no isolamento social no Brasil no caso do Coronavírus(DISB) apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência governamental, quanto dos pronunciamentos do Presidente. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a DISB deriva da baixa atuação do Governo Federal, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Devido a isso, o dinheiro dos impostos não chegam a pessoas de baixa renda que devem, obrigatoriamente, ficar em casa e que, nesse momento de isolamento, não podem ter seu sustento garantido, aumentando o número de infectados pelo COVID-19. Assim,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo o pronunciamento do Presidente como promotor do problema. Partindo desse pressuposto,o Presidente insiste em teses que não contribuem para saúde, visto que profere, mentirosamente, que as pessoas podem circular livremente e que há tratamento farmacológico. Porém, os médicos dizem que o único método comprovado de combate é o isolamento social. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os pronunciamentos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a DISB, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos governos, será revertido em renda mínima, que será usada para manter as pessoas em casa e, também, a economia em funcionamento. Desse modo, atenuar-se-á, em curto e médio prazo, o impacto nocivo da DISB.