Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 11/04/2020
Trânsito. Trabalho. Restaurante. Cinema. A vida urbana, na coletividade é diversificada, vinculada a multidões sem fim. No entanto, tudo muda. O trânsito some. O escritório fecha. O restaurante não abre. O cinema, sem filmes. Uma pandemia; Pessoas precisam trancafiar-se em casa, atitude, necessária para a contenção de doenças pandêmicas.Tal isolamento social representa muito mais desafios para o coletivo. E nesse hiato, o Estado oculta suas verdadeiras deficiências em promover uma saúde humana.
Pertinentemente, o médico, Jayme Landmann, fez uma análise de como o sistema público enxerga seus pacientes: “O Estado preocupa-se com a saúde do indivíduo em função de sua utilização como instrumento de trabalho e não em função de suas esperanças, de seus anseios, de seus temores ou de seus sofrimentos”. Sendo assim, podemos entender que a medida do isolamento, evita suporte para o inoperante contigente de doentes desfavorecidos pelos critérios econômicos ou aqueles que não retribuem financeiramente para a escala do consumo.
Ademais, pandemias alastram-se em sociedades a séculos. Por exemplo, a Peste Negra, dizimou milhões, devido o rato ser o seu principal transmissor. Contudo, as condições sanitárias, um quesito essencial para prevenção de doenças e inclusive a peste bubônica, evoluíram. Resultado da modernidade, bem como seus avanços, a higiene deveria deixar de ser mais uma preocupação. Entretanto, segundo dados do IBGE, cerca de 72 milhões de domicílios brasileiros, estão sem qualquer acesso a redes de tratamento do esgoto. Serviço necessário para a dignidade das pessoas.
Dessa maneira, torna-se essencial, a cobrança do planejamento da saúde. Principalmente, gestores capazes de deslocar o dinheiro dos cofres públicos, corretamente. Em setores mais carentes como a educação preventiva, coleta de dejetos, postos e hospitais para o suporte do público, financiamento de pesquisas na área de vacinas, remédios, tratamentos. Uma lista incessante. Indispensável, para que, nem mais “pestes negras” ou um sistema insensível marginalize seu próprio povo.