Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 11/04/2020
No Brasil no início do século XX com a falta de saneamento básico e ações de higiene podendo citar a simples lavagem das mãos, fizeram com que a persistência de doenças como febre amarela, malária, varíola e até peste bubônica fosse recorrentes e persistentes na sociedade da época. Infelizmente a falta de conhecimento da população dificultou o controle de tais doenças o que o ocasionou pânico e revoltas por parte do cidadãos daquela época.
A necessidade de uma ação educativa vem de tempos antigos na sociedade brasileira, onde os principais métodos utilizados para combater uma epidemia era a queima de colchões, roupas e utensílios pessoais utilizados pelo portador da doença. O compartilhamento de informações verídicas tem sido uma das principais dificuldades nos tempos atuais, pois notícias e dados não reais são compartilhados e espalhados de forma rápida e incontrolável gerando preocupação e desnorteamento da sociedade sobre a real verdade. Ademais falta de informação gera atitudes inadequadas e como consequência resultados desagradáveis como o nervosismo, o medo e podem ocasionar em doenças de transtorno compulsivo.
No inicio do século XX originou-se a Revolta da Vacina, movimento conhecido pelo surgimento da vacina anti-varíola, manifestação e oposição da sociedade para contribuir com o Estado no controle da doença, gerando o enfurecimento e descontentamento da população. A falta de um posicionamento verídico pode resultar em histeria e revolta por parte da sociedade que associadas à pausa ou cancelamento de rotinas realizadas como uma “ocupação da mente” trarão atitudes violentas e de impaciência dando origem a movimentos como protestos e aglomerações que não beneficiaram no controle de doenças facilmente transmissíveis por contato, mucosa, aerossóis e gotículas.
O compartilhamento de noticias falsas é inevitável na era da tecnologia, porém é necessário englobar a sociedade em uma forma de veracidade confiável e segura. A criação de novos aplicativos pelo Ministério da Saúde apresentando dados em tempo real ofertaria a confiança e segurança, além de canais em televisões e transmissões em rádio que trariam a informação para usuários que não possuem aparelho celular. Atendimentos virtuais ou por ligação com psicólogos e profissionais da área da saúde capacitados para possíveis situações de estresse, crises e dúvidas gerariam um menor impacto emocional diante de uma situação de isolamento com a pausa de suas atividades realizadas no dia a dia. Assim a sociedade usufruir ia de informações e conhecimentos repassados por Órgãos competentes evitando possíveis desgastes emocionais, compreendendo a necessidade das medidas tomadas e contribuindo para o controle da doença.