Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 14/04/2020
Segundo Purves, a contaminação por doenças parasitárias é um grande risco a sobrevivência em sociedade. Por esse motivo, medidas profiláticas, como quarentenas, são registradas desde os surtos da peste. Contudo, é difícil mantê-las por fatores como a falta de conscientização das pessoas e a pobreza.
Diante de uma pandemia, as mensagens recebidas pela população induzem sua tomada de ações preventivas. Assim, notícias incertas que banalizam o perigo enfrentado e influenciam seus interlocutores representam perigo. Como foi o caso de discursos do presidente Jair Bolsonaro que contrariaram recomendações da OMS sobre o coronavírus. Após suas declarações, a empresa “In Loco” registrou que a adesão a privação social dos brasileiros diminuiu.
Ademais, a paralisação da maioria das atividades econômicas devido a privação social gera novas dificuldades. Pessoas cuja renda dependia delas terão problemas, por exemplo, em manter custos de vida básicos como alimentação. O IBGE aponta que 25% dos brasileiros vivem na linha de pobreza. Eles e muitos outros terão que trabalhar para garantir seu sustento, mesmo que abandonem o insulamento.
Portanto, para a eficiência do isolamento social, é mister a difusão de informações verídicas e suporte financeiro ao povo. Nesse intuito, o Ministério da Saúde deve criar um programa televisivo, aonde dará informes confiáveis e sanará dúvidas. Além disso, o Estado precisa impor um imposto aos indivíduos que compõem os 10% mais ricos da nação. Eles, segundo o IBGE, retêm 43% da massa de rendimento. Logo, com a renda extra adquirida, serão dados mais auxílios financeiros a população sem alcançar o limite do governo. Dessa forma, a ameaça que Purves temia será combatida.