Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 13/04/2020

Trabalho, estudo e saída com os amigos, essa é a vida de grande parte dos brasileiros. No entanto, em casos de pandemia, medidas de isolamento social são pedidas à população por profissionais de saúde e, muitas vezes, ignoradas seja pelo “baderneiro”, ou pelo trabalhador autônomo que necessita de vendas para sobreviver, com isso suscitando grandes desafios na contenção do vírus. Para isso, convém analisar as problemáticas e a possível solução desse quadro alarmante.

Primeiramente, o desrespeito civil com a necessário quarentena está se tornando um sério entrave. Trata-se do indivíduo irresponsável que se recusa a ficar em casa e menospreza à doença, ou o neto insensato o qual permite seus avós irem ao supermercado mesmo sabendo que eles são os mais vulneráveis. Assim, fomentando o crescimento exponencial da enfermidade, pessoas com casos mais graves na unidade de terapia intensiva (UTI) e um colapso no sistema hospitalar que se perpetua em falta de leitos e mortes, por ausência de empatia de alguns cidadãos, algo já alertado pelo Linguista Noam Chomsky, que dizia não ser o Estado um agente moral, mas sim as pessoas. Nisso, é inadmissível que tais situações continuem a ocorrer, pois pode aumentar a taxa óbito da moléstia.

Ademais, a crise econômica impulsiona a problemática. Isso porque, muitos trabalhadores são autônomos, ou seja, se não venderem seus produtos acabam ficando sem renda familiar para fazer às compras do mês, as micro e grandes empresas ficam sem dinheiro para pagar seus funcionários e, no mais, ainda sofrem com a demora, o baixo valor do empréstimo do governo e, até mesmo, a falta de ajuda das autoridades. Nessa corrente, esse desgoverno torna-se um crime moral e um afronta aos direitos dos cidadãos, o que já foi ressaltado pelo político russo Mikhail Bakunin, que articulava o Estado como a negação da humanidade. Logo, tal empecilhos podem desencadear, além de problemas econômicos dentro das casas de pessoas mais pobres, uma grande dificuldade para manter a higiene básica e um série de doenças psicossociais, como a depressão.

Destarte, é mister que o Ministério da Economia em parceria com as secretarias municipais e estaduais forneçam alternativas para atenuar os desafios do isolamento social, com proibição de saídas nas ruas sem necessidade, com drones para amparar o cumprimento das medidas, com auxílio emergencial para que empresas e trabalhadores sobrevivam ao ocorrido e se necessário prender pessoas que continuem se recusando a ficar em quarentena. Além do mais, é fulcral que o Ministério da Saúde ressalte a importância de se manter isolado devido à pandemia, com propagandas em rádios, tevês, redes sociais e carros sons a fim de dar destaque que a melhor maneira de conter o vírus é se preservar. Dessa forma, amenizar-se-á a sobrecarga de enfermos nos hospitais.