Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 12/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios de isolamento social em casos de pandemia apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de programas de incentivo para ficar em casa, quanto da carência de segurança econômica para trabalhadores autônomos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de isolamento em meio a pandemia, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. A falta de atuação das autoridades na criação de programas como estímulo para ficarem em casa, uma vez que, pessoas ficam entediadas e desmotivadas a cumprirem o isolamento quando não encontram recursos suficientes para se distraírem e passar vários dias em casa até que o surto da pandemia termine, principalmente idosos, uma vez que as mídias digitais não os atraem.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de de segurança econômica para trabalhadores autônomos como promotor do problema. De acordo com IBGE, no Brasil, existem cerca de 23 milhões de trabalhadores autônomos. Deste modo, quem precisa trabalhar todos os dias para ter sua renda e garantir o sustento no final do mês. Colocando em risco toda a sua família por causa da exposição excessiva as ruas, onde é encontrado o foco da doença são prejudicados, e o pior, sem nenhuma segurança ou lei que garanta a sua proteção frente aos obstáculos diários enfrentados.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte com intuito de mitigar o problema, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios da cultura e do trabalho será revertido em programas culturais que incentivem as pessoas a fazerem atividades culturais e físicas, visando o bem estar e a saúde mental, e a segurança de trabalhadores autônomos para que fiquem em casa e cumpram, junto com os outros, a missão de ficar em casa até o país esteja curado e volte à vida normal, sem prejuízos ao seu orçamento e a sua saúde. Desse modo, amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do isolamento social em meio a pandemia, e a coletividade alcançará a Utopia de More.