Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 12/04/2020
O escritor brasileiro Carlos Drummond, em seu poema ´´No meio do Caminho``, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Não distante da obra, é possível perceber que uma grande parcela da sociedade contemporânea está sujeita aos efeitos do necessário isolamento social no Brasil em caso de pandemia, o que dificulta seu pleno desenvolvimento. Logo, faz-se fulcral entender como a negligência do Estado e a desigualdade social cooperam para a persistência dessa conjuntura.
É preciso considerar, antes de tudo, o descaso do governo como um elemento propulsor da problemática. Nesse contexto, o filósofo inglês Jonh Locke afirma que o Estado, mediante um contrato social, deve garantir a todos os indivíduos o direito ao bem-estar. No entanto, na prática, nota-se o oposto aos ideais de Locke, uma vez que o Estado não cria políticas públicas que solucionem a falta de atendimento a todos, de modo a contribuir para com os desafios econômicos, pois devido ao isolamento, muitos perdem os empregos ou muitos que vivem do comércio não conseguem faturar. Assim, para que os impactos da segregação, devido a alguma pandemia, seja solucionado, as autoridades governamentais devem rever o seu posicionamento.
Ademais, é válido apontar a desigualdade social como um outro agente que fomenta o impasse. A esse respeito, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, mas que atua no sentindo oposto. Da teoria a prática, nota-se que a desigualdade é um dos desafios ao isolamento, pois muitas famílias vivem em situações precárias, por exemplo, há casa que só possuem um cômodo. Em consequência disso, essas pessoas precisam sair de casa seja por saúde mental ou para sustentar-se, isso faz com que elas estejam mais suscetíveis em casos de pandemia.
Destarte, atitudes para reversão da situação supracitada são necessárias. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo Federal, responsável pela execução de políticas públicas, criar, por meio de verbas governamentais, doações, seja ela alimentícia, financeira ou de produtos de higiene pessoal, e planejamento com rotação de horários para a saída das populações carentes que não podem ficar em segregação total. Além disso, o Ministério da saúde deve organizar campanhas, por intermédio de agentes da saúde que possam ir com a devida proteção informar as populações mais carentes os devidos cuidados que devem ser tomados em meio a crise. A fim de solucionar os desafios do isolamento em caso de pandemia.