Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/04/2020

Falta de conhecimento é a pior Pandemia

No filme “Ensaio Sobre a Cegueira” de 2008, uma epidemia chamada “cegueira branca” é responsável por cegar a população de uma cidade em foco não identificada. No longa, com exceção de uma mulher, todos adquirem a doença que rapidamente gera caos, forçando o Estado a colocar os infectados em uma quarentena de estilo precário e totalmente imposta, onde os doentes são trancafiados em uma espécie de cadeia. Obviamente, no Brasil, os fatos ocorridos durante o COVID-19 foram diferentes da trama. A quarentena ocorrera nos lares por recomendação governamental e havia sim, certas punições para os que quebrassem as recomendações de evitar aglomerações, mas nada comparado à trama de 2008. Mesmo assim, muitos não colaboraram com o Governo e sua indicações, favorecendo o progresso da doença.

Desde acontecimentos como a Revolta da Vacina em 1904, é evidente o que a falta de conhecimento pode acarretar. O povo do Rio de Janeiro, revoltado com uma modernização urbana autoritária, rebelou-se, visto que a ação de vacinação em massa ocorreu sem nenhum esclarecimento prévio. Consequência desses acontecimentos ou não, muitos até hoje acreditam que vacinas e campanhas propostas pelo Governo são maneiras de diminuir o contingente populacional. É compreensível então, que pedidos de isolamento e orientações de quarentena sejam vistos como inúteis e até ignoráveis por uma parcela da população que não conhece ou sabe sobre a gravidade da situação enfrentada pelo país. O vírus causador de qualquer epidemia  pode ser perigoso, mas nada se compara à falta de conhecimento do seu humano. Como dizia Luther King, “Nada é mais perigoso que a ignorância.”

É imprescindível então, medidas capazes de mitigar tal problemática.Para que a população releve e siga as instruções Estatais é mister que o Ministério da Saúde promova a divulgação de informações acerca das principais medidas preventivas contra a propagação de doenças infecto-contagiosas, tornando essas informações acessíveis a todos os brasileiros, evitando assim. repúdio contra   futuras recomendações governamentais.