Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 14/04/2020
Pandemia e economia
Na baixa idade média, o mundo vivenciou a maior pandemia da história, a Peste Negra, que é causada pela pulga de ratos, dizimou um terço da população de toda a Europa. Assim, nota-se que uma doença infecciosa que tem grande capacidade de dissipação em um curto período de tempo denomina-se pandemia por atingir diversas pessoas no mundo todo. Dessarte, a única maneira de conter enfermidades endêmicas é o isolamento social da população, para que o número de infectados diminua gradativamente, tendo em vista que o contato social é a maneira de transmissão das doenças. Entretanto, em casos de pandemia, o Brasil coloca-se em uma situação frágil economicamente, tornando assim um desafio o afastamento social no país.
Em primeira análise, de acordo com o artigo 196 da constituição brasileira, a saúde é um direito de todos e é dever to estado garantir a mesma. Logo, em casos de pandemia, como o caso do atual COVID - 19, é obrigação do estado fornecer os recursos necessários para o tratamento da doença, bem como a não proliferação do vírus, com medidas de isolamento social. Por outro lado, quando a quarentena ocorre sem políticas econômicas e sociais para auxiliar todos os que permanecerão sem renda no período do afastamento social, acaba por gerar uma enorme crise financeira, que adiante causará um elevado índice de desemprego.
Nesta perspectiva, o isolamento social no Brasil, em casos de pandemia, geram grandes desafios a todas as classes sociais do país. Destarte, períodos de quarentena exigem o fechamento de comércios e produção, que acabam por gerar uma grande perda econômica aos empresários, fazendo-se necessário uma redução de custos em alguns setores, como por exemplo de funcionários, tendo em vista que as contas essenciais da empresa permanecem constantes, e seus respectivos pagamentos devem ser realizados mesmo sem a entrada do dinheiro necessário para que isso ocorra. Por conseguinte, o desemprego cíclico torna-se inevitável em situações de isolamento social sem intervenção estatal na economia.
Em suma, nota-se que diante pandemias que exigem necessariamente períodos de quarentena, cabe ao Ministério da Economia, junto ao poder legislativo do país, criar leis que reduzam os impostos e permitam o não pagamento de contas básicas (como água, e energia), para que as empresas não precisem demitir seus funcionários, bem como cabe ao governo criar uma política de ajuda financeira aos trabalhadores autônomos e informais, a fim de não gerar uma crise cíclica, e manter uma relativa estabilidade econômica ao país.