Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 14/04/2020
Ultimamente, o mundo tem adotado o isolamento social, seguindo as recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde – contra a disseminação da COVID-19, atitude essa, a única alternativa contra o vírus, tendo em vista não haver vacina para o combate desse agente. Entretanto, com essa medida de isolamento, inúmeros problemas ão de surgir os quais são: aumentos no desemprego, na violência doméstica e em distúrbios psicológicos como a depressão.
Segundo a revista Veja, no Brasil, muitos estão desobedecendo o isolamento social pela necessidade de trabalhar, e um senhor de 62 anos diz em entrevista, que “ou morro com esse vírus que nem sei o nome, ou morro de fome”. Infelizmente essa é a realidade de inúmeros brasileiros e um grande problema social no país – com cerca de 13,2 milhões de desempregados com base na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística –, pois muitos precisam do trabalho para conseguirem o pão de cada dia.
Dessa forma, com a paralização de muitas indústrias, a única alternativa para não entrarem em falência, é demitir seus funcionários os quais podem entrar numa possível depressão, pois sem renda, não há como manter-se estável numa sociedade onde possui um alto índice de desemprego e faz com que seja mais improvável o ingresso em outro tipo de trabalho formal. Outro paradoxo na medida do isolamento social, é a maior implicação nos casos de violência doméstica que não se restringem apenas as crianças e afetam muitas mulheres, principalmente em favelas onde as famílias vivem em um ou dois cômodos numa casa. No entanto, vê-se uma sociedade encurralada e impossibilitada diante da COVID-19.
Nesse sentido, é necessário que o Estado tome medidas imediatas para conter o caos no país. A princípio, é de suma importância que o Ministério da Economia disponibilize pacotes emergenciais financeiros, para que empresas de grande e pequeno porte não demitam seus funcionários. O Ministério da Justiça, também deve criar uma ouvidoria telefônica gratuita que possa atender e dar o devido suporte às vítimas de agressão doméstica, de maneira que imediatamente a patrulha mais próxima seja designada na busca e apreensão dos infratores. O Ministério da Saúde pode criar uma plataforma on-line gratuita ministrada por psicólogos, para darem um suporte adequado para as pessoas que começarem a terem sintomas de depressão e ansiedade.