Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 15/04/2020
O isolamento social patológico no Brasil é uma medida adotada pelos governantes com a intenção de diminuir o número de infectados logo minimizando os casos e as mortes pelo vírus da COVID-19. Mas mesmo sendo uma medida de segurança á quarentena não traz apenas benefícios, o distanciamento social também expõe as pessoas a graves consequências. A economia não é a única que sofre com a paralisação; sem a possibilidade de sair de casa muitas pessoas acabam enfrentando grandes dificuldades em situações que antes eram parte do cotidiano. Pessoas que necessitam de acompanhamentos, exames e consultas médicas regularmente são muito afetadas pois acabam sendo obrigadas a se expor ao vírus mesmo que contra vontade, na maioria das vezes, sem esses devidos cuidados podem acabar tendo graves danos á saúde ou até mesmo a perda da vida em muitos casos.
Além da economia e da saúde física o psicológico da população também pode ser gravemente afetado, a falta do famoso “estresse por tantas coisas pra fazer” e das atividades do dia a dia pode interferir no emocional dos indivíduos causando estresse, depressão, ansiedade, surtos e outras doenças psiquiátricas, sendo capaz de agravar casos já existentes, podendo levar ao suicídio; o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria, no dia 14 de abril, sobre os danos que a falta de mobilidade social poderá gerar em crianças com autismo, entre eles estavam a agressividade e a ansiedade.
Mas em contrapartida a esses problemas o medo da contaminação pode ser útil para conscientizar a sociedade sobre a necessidade da quarentena e dos cuidados básicos com a saúde e a higiene. Considerando os pontos abordados fica claro que é preciso tomar algumas medidas para que seja resolvida a crise pandêmica sem causar danos graves á população e, principalmente, aos membros mais frágeis dela. É importante que as famílias, vizinhos e amigos estejam atentos com as necessidades físicas e psicológicas dos outros, focando em atividades que criem mais união entre os membros; jogos, rodas de conversas (virtuais ou presenciais), leituras e atividades mais dinâmicas são algumas das soluções possíveis para serem feitas sem romper o distanciamento social.
Também é valido cuidar da autoestima dos afetados, fazer elogios e apontas qualidades podem ajudar assim como separar um tempo para á pessoa refletir sobre si mesma, suas qualidades e talentos, sozinha ou com alguém de sua confiança; reproduzir a rotina e as atividades de lazer da maneira mais tradicional possível é outra ótima forma de evitar que o estresse se transforme em algo mais serio.
Sendo assim, quanto melhor a pessoa estiver consigo mesma mais fácil o distanciamento social será, pois quando o psicológico estiver “saudável” ela terá mais resistência para enfrentar esse momento de crise pandêmica e exclusão patológica.