Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 15/04/2020
As pandemias surgem em contextos de instabilidades ambientais, sociais e econômicas, em distintos momentos da história do mundo, porém apresentam semelhanças e individualidades próprias de cada época, tais como a peste negra, a gripe espanhola e a gripe suína. No entanto, pode-se citar como um parâmetro em comum o isolamento social como estratégia indispensável para controlar a crise sanitária. Assim, convém abordar os principais entraves e desafios de contenção da cadeia de transmissão do Covid-19, no âmbito da esfera pública e da sociedade civil.
Primeiramente, observa-se como fator condicionante para o desfecho adequado dessa pandemia as ações governamentais no aspecto da saúde, da economia e do social. Contudo, a contemplação desse grande desafio requer um planejamento que envolva a capacitação técnica dos recursos humanos, associados as intervenções de suporte financeiro, no sentido de garantir as condicionantes mínimas para efetivar as medidas de separação social com as condições mínimas de subsistência dos grupos vulneráveis. Dessa maneira, apesar de todos os aspectos negativos dessa medida, esta é a mais viável diante da ausência de imunização da população, de vacina e de medicamento efetivo.
Por conseguinte, a análise da heterogênia população brasileira, que apresenta elevado índice de desigualdade social dificulta a adesão de medidas de controle dessa virose. Prova disso reside no elavado PIB e Gini, que reflete na má distribuição de renda, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Logo, pode-se mencionar as imensas dificuldades diárias de sobrevivência de expressiva parcela da sociedade e do seu agravamento após o advento dessa doença. Dessa forma, cabe redefinir estratégias que conciliem os interesses do plano econômico e social.
Fica claro, portanto, a necessidade de controle na velocidade de transmissão das pandemias através do minimização do bloqueio populacional. Para isso, o Governo Federal deve ampliar as políticas públicas de apoio aos trabalhadores formais e informais, por meio de auxilío financeiro de 800 reais, durante 3 meses e adequado conforme o período de quarentena, com o efeito de promover uma atenuação nas condicionantes objetivas de vida. Em adição, a comunidade deve criar cooperativas de apoio ao público carente, com distribuição de cestas básicas e produtos de higiene, no intuito de garantir equidade social e dignidade na vida humana.