Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/04/2020

A pandemia do Vírus Influenza de 1918, popularmente conhecida como Gripe Espanhola infectou ¼ da população mundial da época e matou cerca de 50 milhões de pessoas. Muito parecida com a Gripe Espanhola, o COVID-19  também é altamente contagioso, portanto, com a restrição do contato social se impossibilita uma maior disseminação do vírus. Na realidade atual, essa nova pandemia é uma problemática que se agrava gradualmente, tendo em vista que esse vírus tem alto índice de contágio; a OMS pede a todos para que fiquem em casa, mas na circunstância brasileira, a falta de interação social pode significar o desemprego, que tem como consequência tanto o aumento da crise econômica, como o crescimento da miséria no País.

Em primeira análise, é importante ressaltar que hodiernamente o distanciamento social é uma das formas de evitar a propagação do vírus. Segundo a Organização Mundial da Saúde, na Itália, a taxa de letalidade alcançou 7%, já no Brasil, dados da Agência Brasil, mostram a taxa de letalidade dessa enfermidade em 6,7% no dia 14 de Abril de 2020, e neste mesmo dia, o número de infectados era aproximadamente 25.265 pessoas. O número exorbitante de mortes na Península Itálica se deve à inicial negligência governamental em relação às recomendações da OMS e também, à providências de proteção muito tardias. Caso o Governo Brasileiro continue amenizando a situação atual do País, teremos um número de mortes similar, ou até mesmo superior ao do povo italiano.

Algumas pessoas não podem respeitar a quarentena, pois, precisam trabalhar para sustentar seus lares, e a falta de condições para uma ida segura ao trabalho podem resultar no desemprego. A falta de emprego pode ter como consequência o crescimento do número de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria, que totalizam 6,5% da população brasileira. O número de desempregados aumenta em decorrência do pico da pandemia, que conforme a FGV pode chegar ao percentual de 17,8%, além disso, a pesquisa da FGV aponta que o PIB Brasileiro pode retrair 3,4% neste ano.

Por conseguinte, é dever dos Governos Estaduais em parceria com o Governo Federal e com o Ministério da Cidadania montar estratégias para garantir uma renda mínima para os cidadãos que serão incapacitados de trabalhar por meio do Auxílio Emergencial. O Ministério do Trabalho deve também tomar providências em relação à segurança sanitária na ida do trabalho das pessoas que trabalham em serviços emergenciais, como, por exemplo, disponibilizar álcool em gel em transportes públicos e limpar regularmente esses meios de transporte. O Governo Federal também deve manter a quarentena e trabalhar em recursos que possibilitem ao máximo que a população brasileira fique em casa, para assim, ajudar no combate ao COVID-19.