Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/04/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Federal brasileira assegura que é dever do estado garantir saúde e segurança a todo cidadão. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o documento prega, uma vez que há desafios de isolamento social no Brasil em tempos de pandemia. Esse cenário antagônico é fruto tanto do elevado índice de transmissão do Covid-19, quanto da falta de conscientização por parte da população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a imensa taxa de mortalidade pelo vírus deriva da baixa atuação dos setores governamentais, aliado a exorbitante capacidade de transmissão do vírus, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. O site Uol afirma que em apenas 29 dias a pandemia se alastrou em todos os estados brasileiro pondo-se assim em risco toda a sociedade. Dessa forma, acaba atingindo princialmente a parte da população com maior precariedade financeira, os quais possuem maior carência de recursos necessários para o combate ao vírus e necessitam de uma melhor atenção do Estado. A pandemia não só gera declínios econômicos mas também impactos irreparáveis como a destruição de famílias. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de conscientização da população como promotor do problema. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o contágio do coronavírus está passando ‘‘das ruas’’ para ‘‘dentro das famílias’’. Partindo desse pressuposto, a falta de isolamento social perpetua de forma imensa para o avanço da epidemia no país, alem disso gera uma superlotação em hospitais públicos e privados onde a demanda é enorme para o percentual de funcionários. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a aglomeração em hospitais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o Covid-19 na sociedade brasileira. Portanto é necessário urgentemente que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Estado, seja revertido em construção de novos hospitais e ações, por meio de politicas públicas adotadas não só para distribuir auxilio para os indivíduos com maior precariedade financeira e ampliar o isolamento social de forma rápida e eficiente, como também proporcionar a construção de hospitais especiais para o tratamento de pacientes infectados em locais estratégicos para a contenção da problemática. Dessa forma o taxa de mortalidade pelo vírus se reduzira e as normas previstas na Constituição Federal de 1988 referente a saúde e segurança dos cidadãos brasileiros serão cumpridas.