Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 17/04/2020

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu o surto da doença COVID-19, como uma pandemia, que teve o seu primeiro caso identificado em Wuhan, na China. Desde então, os casos começaram a se espalhar pelo mundo e os países somatizam forças para o enfrentar o agente patógeno. Dentre as medidas adotadas, a mais eficaz e mais recomendada, tanto pela OMS, quanto pelo ex Ministro da Saúde, Mandetta, é o isolamento social. Dessa maneira, a vida será priorizada, ainda que haja desafios quanto à saúde mental e financeira das pessoas.

Nessa conjuntura, ao adotar a estratégia do Distanciamento Social Amplificado (DSA), sem limitação de grupo específico, é estatisticamente comprovado que há maior controle de transmissão do vírus e menor número de mortes. À luz disso, pesquisadores da área de saúde mental indicam a necessidade de os indivíduos desenvolverem estratégias para lidar com o stress e controlar a ansiedade, como por exemplo, estabelecer uma rotina diária, utilizar a tecnologia para interações sociais, praticar atividade física ou ainda, para quem tem filhos, criar atividades lúdicas.

Nesse espectro, é válido ressaltar que a adoção de medidas não-farmacológicas, acarreta desequilíbrio na economia e consequentes discussões políticas. Sob esse prisma, o Governo Federal concedeu auxílio emergencial, por três meses, no valor de R$ 600,00, aos trabalhadores informais. Porém, ainda assim, permeia o debate político sobre a possibilidade de isolamento seletivo, sendo que economia e saúde “não competem entre si”, como bem afirmou o atual Ministro da Saúde, Nelson Tech, e a discussão não deveria sequer existir.

Fica evidente, portanto, que o isolamento social deve permanecer amplificado e incólume. Nesse sentido, o Governo Federal deve investir em pesquisas de vacinas, aumentar, se necessário, o auxílio emergencial, investir em ventilação mecânica e melhor suporte nas Unidades de Terapia Intensiva, com a finalidade de diminuir a propagação do agente infeccioso. Dessa forma, a volta à normalidade será uma realidade próxima.