Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 01/05/2020
Em uma nação facetada, onde, de acordo com o IBGE, cerca de 41% da população economicamente ativa se encontra no trabalho informal, e, em consonância, muitos vivem à base do hedonismo, vê-se a dificuldade do isolamento social necessário ao COVID-19. Desse modo, a sociedade brasileira esbarra nos dilemas do respeito à quarentena.
À vista disso, muitos cidadãos se descobrem em meio ao fogo cruzado de sua própria sobrevivência e do sustento de sua família. Isto, pois caso este prossiga com seus ofícios, há a possibilidade de contrair o vírus e passar para seus familiares, e se este opta por abandonar sua renda, corre o risco de não ter dinheiro para seu sustento. Logo, fica visível o obstáculo frente ao isolamento social. Dessa forma, os auxílios governamentais são utilizados como uma tentativa de socorrer a população carente, contudo, ineficaz, em virtude do subsídio representar ínfimos 57% do salário mínimo.
Ademais, em uma sociedade banhada pela necessidade carnal, onde diversos bares e baladas aglutinam milhares de pessoas por dia, fica aparente a afronta com o isolamento social. Em virtude disso, o desrespeito supera a empatia em um país onde até mesmo o presidente vê a quarentena como desnecessária. Assim sendo, inúmeras pessoas rompem com o cumprimento das normais em função de uma busca pela divertimento. Dessa forma, a capacidade de contaminação rápida de tal doença, amplamente divulgada pela mídia, é comprovada pelo descuido de uma nação que beira cem mil contaminados.
Em suma, nota-se a necessidade de uma mudança comportamental social e uma maior intervenção governamental. À vista disso, o MCTIC em parceria ao governo federal deve organizar pesquisas para uma melhoria dos auxílios emergenciais, e sobre maneiras de combater as aglomerações sem violar os direitos humanos. A partir disso, pode-se haver uma diminuição do número de indivíduos nas ruas, tanto nos postos de trabalho quanto nos locais de lazer, para que se possa conter a disseminação da já classificada pandemia.