Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 18/04/2020
Na série “The Walking Dead”, uma doença, transmitida pela mordida, atinge a população mundial. Apesar do teor fictício, atualmente, o mundo passa por uma situação similar e, com a finalidade de diminuir a taxa de contágio, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países adotem a quarentena. Porém, no Brasil, esse isolamento social requer a superação de desafios alarmantes, como a desinformação e a economia debilitada.
Primeiramente, o uso de redes sociais amplia drasticamente a disseminação de informações falsas nesse período de histeria social. Assim, enquanto a ciência não mede esforços para progredir na área da saúde, o aumento da propagação de “fake news” torna extremamente difícil o respeito ao isolamento, pois causa uma série de medidas tomadas sem fundamento, como aglomerações desnecessárias. Tal problemática é agravada pelo estado de preocupação coletiva que se encontram os cidadãos, onde toda notícia tende a parecer verídica.
Ademais, a economia brasileira desigual pressiona as classes sociais mais baixas, que não vêem a possibilidade de pausar o insumo de renda. Logo, esse grupo se submete a cenários de risco à saúde e compromete a funcionalidade da quarentena. Além disso, a falta de programas sociais de apoio financeiro inviabiliza a permanência dessa população em casa por não possuir o suficiente para sustentar-se ausente de seus ofícios.
Em suma, é dever do Ministério Público regulamentar as atividades virtuais por meio da fiscalização das redes socias em busca de compartilhamentos de notícias falsas. Tal atitude tem o objetivo de mitigar a desinformação e, consequentemente, os atos irresponsáveis. Cabe, também, ao Estado criar projetos de assistência aos cidadãos de baixa renda através de providências comunitárias, como a distribuição de cestas básicas ou contribuições monetárias, a fim de diminuir a movimentação urbana.