Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 18/04/2020

De acordo com o músico Chico Buarque, as pessoas têm medo das mudanças, entretanto é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se a necessidade de transformação quando se observa os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia. Nesse sentido, tal cenário persiste arraigado no corpo social vigente seja pela veiculação de desinformação em plataformas digitais, seja pela impossibilidade de paralisação daqueles marginalizados economicamente.

Diante desse cenário, cabe pontuar a propagação de orientações, recomendações e notícias falsas ou desatualizadas dentro das mídias sociais acerca do distanciamento social. Nesse contexto, é notável a ausência de uma cultura de criticidade, já observada pelo filósofo alemão Nietzsche, em sua afirmação de que existem apenas interpretações, não fatos. Desse modo, a falta de informações verdadeiras em redes sociais configura um obstáculo para a temporária solidão coletiva no país.

Outrossim, vale salientar que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, como o amparo assistencial aos indivíduos carentes durante um cenário de epidemia. Esses, preferem enfrentar diariamente o risco de contaminação do que a certeza de perecer de fome. Em vista disso, é preciso intervir para que a isonomia social seja alcançada.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações econômicas, como a distribuição de valores compatíveis ao salário mínimo atual entre a população autônoma. Tal ação pode ser realizada mediante depósitos bancários, a fim de minimizar a necessidade de contato social e  diminuir as inferências da impossibilidade salarial. Com tais ações espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.