Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 19/04/2020

Isolamento para alguns

O ano de 2020, ainda em seu início, foi marcado pelos efeitos do novo Corona Vírus, ou COVID-19, um vírus minúsculo responsável por promover grandes mudanças no cotidiano dos países que atingiu, incluindo o Brasil. Por ser transmitido com facilidade, além de ser novidade para o sistema imunológico de praticamente toda a população, o principal meio de combate à propagação do vírus utilizado no Brasil é o isolamento social. Cada pessoa deve evitar ao máximo sair de sua casa, reduzindo, assim, o contato social e a formação de aglomerações. Contudo, o isolamento, apesar de parecer uma solução efetiva, não se apresenta viável a uma grande parte da população brasileira, podendo também ser altamente prejudicial a alguns trabalhadores.

O número de brasileiros que habitam residências periféricas de baixa infraestrutura é consideravelmente alto. Um grande número de pessoas habitando o mesmo local, vivendo sob o mesmo teto ou a uma distância mínima de outra moradia, é um cenário frequente nesses lugares. O número elevado de pessoas concentradas em um lugar insuficientemente espaçoso aliado à falta de recursos para tratar possíveis infectados favorece a ação do vírus e torna o isolamento social pouco eficiente nesses locais.

Além disso, deve-se mencionar os casos de trabalhadores que dependem da interação social para receberem pagamento, como funcionários de lojas, salões de beleza e restaurantes, com destaque para trabalhadores que já dependem de quantias pequenas de dinheiro, como vendedores ambulantes. Com o isolamento social e a diminuição repentina do fluxo de pessoas nas ruas, alguns desses trabalhadores deixam de receber seus pagamentos, enquanto outros quebram o isolamento para permanecerem trabalhando em lugares públicos, colocando a si mesmos e as pessoas ao redor em risco.

Nesse cenário pandêmico, faz-se essencial que o Ministério da Saúde não se mostre negligente à situação das regiões menos favorecidas com baixo acesso às medidas preventivas. Uma atenção especial precisa ser dada a essas áreas menos favorecidas, oferecendo oportunidades de tratamento a pessoas infectadas. Quanto à população brasileira, é necessário que as pessoas que puderem permanecer em suas residências durante o isolamento o façam, para diminuir a circulação do vírus, protegendo os indivíduos que compõem grupos de risco e colaborando para o fim da necessidade de isolamento. É importante que a sociedade brasileira se enxergue como um todo nesse tempo de crise, unindo-se no combate ao novo vírus que se espalhou pelo mundo.