Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 20/04/2020

A “Peste Negra” foi uma enfermidade que ocorreu na segunda metade do séc. XIV, a qual provocou entre 75 a 200 milhões de mortos, considerada uma pandemia naquele tempo por sua alta facilidade de transmissão. Mediante isso, é perceptível que ao longo da história,vários casos de doenças infecciosas provocaram mortes e agravaram a vitalidade populacional. A atual pandemia do Coronavírus que atinge não só o grupo de risco mas também pessoas de áreas habitacionais privilegiadas,gerou preocupações com o sistema de saúde pública,que pode entrar em colapso se a grande demanda de infectados continuar a crescer. Nesse sentido,é necessário analisar tal quadro,intrinsecamente ligados a aspectos sociais,tal como a saúde e problemas econômicos. Assim,é imprescindível soluções eficazes para isso.

Em primeiro lugar,vale ressaltar que o ponto que causa uma maior aflição está ligado diretamente e a saúde da população brasileira. Visto que o isolamento social reduz a facilidade de transmissão,especificamente o número de reprodução básico (R0),utilizado para medir o potencial de disseminação de um vírus. No entanto,não são todas as pessoas que têm como se manterem isoladas para evitar de serem postas em contato direto com a doença. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE,pouco mais de 100 mil habitantes vivem nas ruas,dessa forma é notório os riscos que essa população corre,já que não possuem as medidas profiláticas essenciais. Nesse sentido,a falta de alta de condições materiais para realizar a prevenção,de informação e acesso a serviços de saúde e a intensificação da vulnerabilidade econômica são fatores que tornam necessárias ações específicas do poder público voltadas a essas pessoas.

Outrossim,outro ponto relevante nessa temática são os problemas econômicos causados pelas paralisações de comércios,empresas que garantem o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.já que o Jornal Nexo registrou que na semana útil de 9 a 13 de março, por exemplo, a bolsa de São Paulo acumulou queda de pouco mais de 15% em cinco dias,considerado o pior tombo semanal desde outubro de 2008. Ademais,a aflição familiar das pessoas que não tem renda mensal fixa e são submetidas a irem as ruas para ganharem o seu sustento,tem ficado cada vez mais desesperador,pois o diálogo é “se não morrermos com esse vírus,morreremos de fome”.

Portanto,diante dos fatos supracitados,é imprescindível medidas eficazes que alterem essa realidade. Para isso, o Ministério da Saúde submetido ao Governo,deve promover abrigos para as pessoas consideradas ‘sem-tento’,assim como medidas profiláticas necessárias para a precaução do vírus. Além disso,o termo grego filantropia deve ser visto como um paradigma em toda a sociedade,e que acarrete o altruísmo de uns com os outros,para juntos erradicar o vírus,e assim normalizar o país.