Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 20/04/2020

É notório que quando não há medicamentos para a cura de determinada doença de grande contágio, como o COVID-19 e a peste bubônica presente no séc. 17, uma das medidas a serem tomada para prevenir a proliferação, é o isolamento social. No entanto, o isolamento de toda a população, exceto os trabalhos essências, resulta em depressão, advinda da falta de convívio com outras pessoas e também, do trabalhador autônomo que sem o seu trabalho não há como sustentar a sua família, resultando em fome.

Na Inglaterra no século XVII, foi fundamental o uso da medida de isolamento social para conter os avanços da peste bubônica. Porém, apenas as pessoas infectadas, se isolavam. Os demais, continuavam a trabalhar e a conviver em sociedade. No Brasil, a medida de isolamento social foi ordenada a todos. Vale ressaltar, que há mais de 20 milhões de trabalhadores autônomos no Brasil, que consequentemente, sem o seu trabalho não haverá como sustentar a si própria, nem a sua família. Desta forma, esses trabalhadores ignoram a medida tomada, indo trabalhar. Ocorre que, mesmo estes indo trabalhar, não há mercado consumidor suficiente, resultando em um baixo valor arrecadado.

Ademais, a falta de convívio com outras pessoas e a falta do que fazer, surge a depressão. Pessoas que trabalham o dia inteiro e tem contato com diversas pessoas ao se isolarem, no primeiro momento se sentem bem, mas logo, ficam estressadas. O aumento do estresse é uma das causas de depressão em adultos, pois este altera a composição química do cerébro, resultando em pessoas desmotivadas, tristes.

Em suma, nota-se que é imprescindível a medida de isolamento das pessoas, para que não aumente o número de infectados, levando ao lotamento de hospitais e até mesmo a morte. Malgrado, é preciso adotar o isolamento vertical, isolando apenas as pessoas do grupo de risco como os infectados para conter tanto a doença como também a subsistência das famílias brasileiras.