Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 21/04/2020
A “Peste Negra” foi uma enfermidade que ocorreu na segunda metade do séc. XIV,a qual provocou entre 75 a 200 milhões de mortos,considerada uma pandemia naquele tempo por sua alta facilidade de transmissão. Mediante isso,é perceptível que ao longo da história vários casos de doenças infecciosas provocaram mortes e agravaram a vitalidade populacional. A atual pandemia do Coronavírus que atinge não só o grupo de risco,mas também pessoas de áreas habitacionais privilegiadas,gerou preocupações com o sistema público de saúde,que pode entrar em colapso se a grande demanda de infectados continuar a crescer. Nesse sentido,é necessário analisar tal quadro intrinsecamente ligado a aspectos sociais,tal como a saúde e problemas econômicos. Assim,é imprescindível soluções eficazes para isso. Em primeiro lugar vale ressaltar que o ponto que causa uma maior aflição está diretamente ligado à saúde da população brasileira. Visto que o isolamento social reduz a facilidade de transmissão,especificamente o número de reprodução básico (R0),utilizado para medir o potencial de disseminação de um vírus. No entanto,não são todas as pessoas que têm como se manterem isoladas para evitar de serem postas em contato direto com a doença. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),pouco mais de 100 mil habitantes vivem nas ruas,dessa forma é notório os riscos que essa população corre,já que não possuem as medidas profiláticas essenciais. Nesse sentido,a falta de alta de condições materiais para realizar a prevenção, de informação e acesso a serviços de saúde e à intensificação da vulnerabilidade econômica são fatores que tornam necessárias ações específicas do poder público voltadas a essas pessoas. Outrossim,outro ponto relevante nessa temática são os problemas econômicos causados pelas paralisações de comércios,empresas que garantem o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Já que o Jornal Nexo registrou que na semana útil de 9 a 13 de março, por exemplo, a bolsa de São Paulo acumulou queda de pouco mais de 15% em cinco dias,considerado a pior crise semanal desde outubro de 2008. Ademais,a aflição familiar das pessoas que não têm renda mensal fixa e são submetidas a irem às ruas para ganharem o seu sustento tem ficado cada vez mais desesperador,pois o diálogo é “se não morrermos com esse vírus,morreremos de fome”.
Portanto,diante dos fatos supracitados,é imprescindível medidas eficazes que alterem essa realidade. Para isso, o Ministério da Saúde,submetido ao Governo,deve promover abrigos para as pessoas consideradas ‘sem-tento’,assim como medidas profiláticas necessárias para a precaução do vírus. Além disso,o termo grego filantropia deve ser visto como um paradigma em toda a sociedade,e que acarrete o altruísmo de uns com os outros,para juntos erradicar o vírus e, assim,normalizar o país.