Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 23/04/2020

A pandemia do COVID-19, não somente traz crise, como também evidencia a desconcertante falta de preparo brasileiro e mundial. Assim, desde a elevada taxa de hospitalização, até a capacidade máxima de leitos e respiradores do Sistema Único de Saúde (SUS), o desafio para a fundamental contenção da pandemia, escancara a expressa necessidade de isolamento e, ainda, (con)clama pela criação de paliativos econômicos. Logo, viabilizando o isolamento de classes sociais mais carentes.

Sob o prisma da utilidade do isolar, a comprovada redução da taxa de infecção (advinda do isolamento) salva incontáveis vidas. O distanciamento e a redução da atividade econômica não essencial, aliados com a testagem em peso, recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e consenso pela comunidade científica em termos de saúde, tem apresentado resultados extremamente efetivos para o achatamento da curva, isso é, taxa de contaminados ao passar do tempo, evitando a sobrecarga de hospitais.

Ademais, sob a óptica econômica, o isolamento sem políticas sociais efetivas acaba por dificultar o sustento de um gigantesco número de famílias tupiniquins. A criação de corretas medidas paliativas para a manutenção de empresas “não essenciais” e, por conseguinte, de empregos, além de trabalhadores informais, deve ser rápida e cirúrgica. Segundo a revista Exame, após ter recuado em fevereiro, o percentual de famílias com dívidas saltou para 66,2% em março.

Infere-se, pois, que a problemática acerca do essencial isolamento carece mais atenção. Tornam-se necessárias, por meio de incentivos econômicos governamentais e atuações de ONGs, que entusiasmam o eventual retorno seguro ao trabalho, de modo a reduzir o contágio e o impacto financeiro, com a finalidade de preservar vidas. Logo, atrofiando o poder destruidor do vírus.