Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 03/05/2020

Em entrevista ao programa de televisão ``Roda Viva´´, o médico especializado em oncologia Dr. Dráuzio Varella afirmou que o texto constitucional que descreve a saúde como um direito de todos e um dever do estado pode ser inadequado uma vez que o dever de zelar pela saúde pública não é apenas do governo mas também de cada cidadão. Nesse sentido, o isolamento social no Brasil traz desafios ao país como um todo. Dentro desse contexto, cabe a discussão sobre as medidas de contensão da pandemia, a necessidade da intervenção governamental e possíveis ações para amenizar o problema.

Em primeiro lugar, o surgimento de uma pandemia exige medidas de contenção da doença. Nesse sentido, os hábitos de profilaxia solicitados pelo Governo brasileiro- como lavar as mãos regularmente, usar mascaras em locais públicos e a interrupção das atividades profissionais, educacionais e de laser- precisam de adesão por parte de toda a população uma vez que o esforço coletivo é a única maneira de se evitar o contágio em massa, que provoca o abarrotamento do sistema de saúde e resulta em diversas mortes. Em resumo, a população também é responsável pela preservação da saúde geral do país.

Em segundo lugar, a interrupção das atividades sociais básicas torna necessária a intervenção governamental em prol do auxílio às famílias brasileiras. Isso se evidencia não só pelo fato de a estagnação da máquina econômica abalar a situação financeira dos núcleos familiares, como também pela falta de acesso a recursos básicos como educação e laser, por parte das pessoas. Desse modo, é dever do Estado dar suporte a essas famílias, em tempos de pandemia.

Portanto, com o intuito de auxiliar nas atividades essenciais do cotidiano, o Governo Federal, deve criar um programa de auxílio financeiro, destinado, principalmente, às famílias de baixa renda, por meio da abertura de uma conta corrente para cada núcleo familiar, que será usada como canal de distribuição do auxílio . O benefício deve se dirigir à família e não apenas a um integrante- salvo os cidadãos que moram sozinhos-. Desse modo haverá distribuição mais igualitária da renda.

E, por fim, que todos os agentes envolvidos tenham consciência da sua responsabilidade para com a saúde pública, que é direito, mas também dever da nação como um todo.