Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 28/04/2020
A ascensão da globalização diminuiu as distâncias e aumentou as integrações entre os países, de tal forma que tornou mais rápido o alastramento de doenças pelo globo. Paralelamente, tal contexto possibilitou a unificação de medidas sanitárias, como a contenção do fluxo de indivíduos. No entanto, há impasses para a sua concretização no Brasil, não só por causa da omissão do Poder Público, mas também pela negligência da população.
Nesse esteio, a pneumologista Margareth Dalcolmo afirma que, “ a desigualdade brasileira não dá a todos a mesma chance de prevenir a doença”. Visto que as populações mais carentes, frequentemente, não possuem acesso ao saneamento básico, fundamental para a redução de doenças, e muitos que trabalham no ramo informal precisam continuar suas atividades laborais, ou seja, têm que arriscar suas vidas para não garantir seu sustente; faz-se de fundamental importância que o Poder Público forneça auxílios emergenciais que atendem esses sujeitos.
Apesar da situação supracitada ser danosa a contenção da doença, ela não é o único desafio que tange o isolamento social. Assim sendo, muitos indivíduos optam pela não adesão da quarentena e passam, por exemplo, a frequentar praias e a praticar esportes em locais com aglomerações, mesmo com placas que proíbem tais atos. Logo, é indubitável a necessidade de medidas que levem uma maior conscientização.
Em síntese, urge que ações sejam realizadas para mitigar essa conjuntura. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Banco Central criar mecanismos para auxiliar esses cidadãos, por meio da implementação de ajuda financeira, a fim de reduzir os efeitos sobre essa camada. Ademais, cabe as mídias digitais criar campanhas, por meio de plataformas virtuais, que mostrem a importância do isolamento social e o efeito da não adesão, pois desse modo os indivíduos terão consciência da realidade e dessa forma, seguirão as medidas sanitárias.