Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 29/04/2020
Ralph W. Emerson, célebre filósofo estadunidense, já dizia “A saúde é a maior riqueza”. Nesse sentido, é perceptível a importância da saúde, pois ela é essencial para o exercício das demais atividades. Por causa disso em tempos de pandemia se faz necessário o isolamento social para a garantia da saúde pública como também para garantia do bem estar individual de cada cidadão, fazendo assim que hajam menos causalidades. De igual modo, assim como não são todos que têm condições de praticar o isolamento social, é de suma importância providenciar-lhes os meios para tal. Visto que, os efeitos do isolamento também se constituem como um problema, é necessário combater seus efeitos.
Em primeira plano, temos a extrema necessidade de adoção de medidas sanitárias mais rígidas. Paulo Jubilut, renomada biólogo, reafirma a necessidade de isolamento social ao dizer que a atual pandemia não se equipara à uma gripe comum, contendo um alto potencial de contágio, apesar da relativa baixa taxa de letalidade. Posto isso, um estudo intitulado “Pandemics Depress the Economy” (Drepressão Econômica da Pandemia, em tradução livre) constatou, com base em pesquisas feitas durante a pandemia de gripe espanhola, que quantos mais rígidas as medidas tomadas pelos países, mais rápida é a retomada econômica deles. Logo, medidas extremas se tornam essenciais nesse momento vital.
Em segundo plano, temos a realidade brasileira caracterizada pela extrema desigualdade social se agravar ainda mais. Indubitavelmente as populações mais pobres estão socialmente mais expostas aos perigos do isolamento social, uma vez que não possuem capital financeiro para ficarem muito tempo isoladas sem recursos. Segundo o doutor Drauzio Varella não há registros da atual pandemia em um país que tenha as desigualdades sociais como o Brasil, se vendo necessária a extrema necessidade de distribuição de cestas básicas ou outros tipos de provisões para as populações economicamente vulneráveis. Portanto, é fundamental o auxílio emergencial à este tipo de grupo social.
Destarte, se vê um inevitável e forçoso trabalho frente ao novo fronte de atuação dos organismos públicos de saúde e do Estado. Cabe ao Governo Federal, por intermédio do Congresso Nacional, instituir novas leis que ampliem as punições por meio de multas, para aqueles que violarem o isolamento social em períodos de calamidade pública, com o intuito de diminuírem o número de contágios, tendo assim, uma recuperação mais rápida e segura da economia após o ápice do número de fatalidades. Igualmente, é papel do Ministério da Economia disponibilizar um auxílio emergencial e uma linha de microcrédito àqueles com renda inferior a um salário mínimo, fazendo assim com que a população de baixa renda tenha capacidade de cumprir as medidas de isolamento se garantirem seu sustento. Sendo assim, preservaremos o ativo mais importante de todos: a saúde