Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 01/05/2020
As consequências econômicas do isolamento social não serão maiores que o impacto do corona vírus, porém, a quarentena forçada demonstra o caráter corporativista e a natureza coercitiva do estado. Nestes tempos de crise, a verdadeira face dos políticos se revela, afirmando estarem executando medidas para o bem dos cidadãos, quando na verdade, tudo o que buscam é saciar sua sede por poder, exterminando liberdades individuais. Uma revolução é necessária, principalmente no campo das ideias.
Gandhi afirmava que a verdadeira liberdade estava no direito do erro. Isto se aplica à atual crise, pois as pessoas precisam do direito de decisão se vão trabalhar ou não, mesmo com a possibilidade de cometerem um erro. Esta é a verdadeira definição de liberdade. Aplicando-se um ponto de vista utilitarista, quando um indivíduo erra, o mesmo paga o preço de seu erro, porém se o estado determina uma medida errada e afirma que toda população deve cumpri-la, todos arcam com as consequências do erro que não cometeram, e quem o fez não, pois, segundo ele mesmo “tinha boas intenções”.
A seletividade na quarentena também mostra o corporativismo estatal: Grandes empresas se sustentando nas economias adquiridas, enquanto as pequenas empresas falem. É um método eficaz de se acabar com a concorrência sem nem baixar preços.
A quarentena, mesmo parecendo ser a escolha certa, não deve ser forçada, pois é um grande ataque às liberdades individuais, e se não for a escolha certa, todos pagarão. Enquanto não existirem campanhas extensas de apoio e explicação referente à liberdade, a população continuará vendo políticos como conhecedores de toda verdade, quando na verdade não passam de indivíduos, que erram como todos. A batalha no campo das ideias já começou, para o nascimento de dias melhores basta escolher um lado.