Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 03/05/2020

No século XIV, tivemos como resultado do tráfico negreiro e do comércio, através das navegações, a ploriferação de uma das pandemias mais devastadores da história, conhecida como Peste negra e que ocorreu na Eurásia. Distante desse acontecimento, com o passar dos anos, surge a globalização, processo de integração mundial a partir dos avanços nos meios de transporte e comunicação, a qual, mais do que as antigas navegações, promove o desenfreado contágio da população mundial por doenças virais desconhecidas. Contudo, a dificuldade de conter essa rápida transmissão é facilmente notada, uma vez que a população demora se conscientizar e muitas vezes não segue os conselhos da OMS - Organização Muncial de Saúde - devido a repulsa em mudar de rotina repentinamente.

Em primeira análise, é notório pontuar que um dos principais meios de contenção do vírus é o isolamento social, o qual é necessário que as pessoas fiquem em casa e evitem ao máximo o contato com outras. Desse modo, com o mínimo contágio de outros indivíduos, os hospitais podem proporcionar um atendimento mais eficaz a cada paciente, diminuindo as possiveis falhas médicas devido a superlotação. No entanto, o isolamento é um grande desafio para a população brasileira, dado que a maior parte dessa está acostumada com o dia agitado e cheio de tarefas, seja do trabalho ou de casa. Assim, negligenciam o recomendado e tornam-se obstáculos para a eficaz execução de tal.

Ainda sobre tal problemática, é certo dizer que, com o isolamento, a maior parte da sociedade não pode trabalhar e assim aumenta a dificuldade em manter a casa, acarretando fome e miséria, além do medo. Por isso, também, muitas famílias preferem correr o risco de serem contaminadas e continuam a trabalhar, uma vez que precisam escolher entre a necessidade e a enfermidade. Além disso, pessoas acostumadas com o convívio social e o dia a dia agitado, ao se perceberem sozinhas e sem nada para fazer em casa desenvolvem doenças psicológicas, como a ansiedade e a depressão. Isso também está propício a ocorrer com pessoas que acompanham demasiadamente as notícias da pandemia, uma vez que essas geralmente são ruins principalmente no começo da pandemia, quando essa é uma novidade.

Portanto, é necessário o isolamento social, assim como a ajuda às pessoas nesse momento. Doravante, o ministério da saúde juntamente com o governo devem proporcionar à população, sobretudo aos trabalhadores informais, uma renda mínima a fim de faze-los permanecer em casa com menor preocupação e sem exposição ao vírus. Além disso, precisam dispor uma ajuda terapêutica, por telefone, para pessoas que possuem ou estão a desenvolver doenças psicológicas. Dessa forma, evitar os principais motivos para as pessoas driblarem o isolamento e promover a eficácia desse. Assim, faz-se valer a máxima de Bauman “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.”