Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 05/05/2020
Desde o inicio da quarentena as pessoas ao redor do mundo e ao redor do Brasil tem procurado formas de conviver e se adaptar a situação que estamos vivendo nos tempos de pandemia. Podemos ressaltar em primeiro plano que, mesmo com a quarentena o numero de infectados e mortos está aumentando constantemente.
Estimativas feitas por especialistas da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) e da Fiocruz apontam que, até 30 de março, o País deve contabilizar oficialmente 6.375 casos de covid-19 – número que pode variar entre 3.555 (cenário otimista) e 11.548 (cenário pessimista). A expectativa é de que, na próxima semana, o total de casos no Brasil comece a aumentar exponencialmente até que os efeitos das atuais medidas de distanciamento social e isolamento comecem a ser sentidos.
Vale ressaltar em segundo plano, que, à medida que os espaços públicos se tornam vazios, em todo o mundo cresce a preocupação com a saúde mental dos indivíduos enclausurados, levando especialistas a avaliar os possíveis impactos do isolamento e confinamento da população. Em 26 de fevereiro, a revista The Lancet publicou revisão de artigos relacionados ao tema. Nela, analisou estudos que procuram mensurar as possíveis consequências do isolamento social atual, considerando tratar-se de situação provisória que tende a se normalizar. Se uma das conclusões chama a atenção para a possibilidade de o impacto psicológico ser mais amplo e duradouro do que inicialmente se esperava, a revisão também enfatiza que os efeitos psicológicos da não adoção de medidas de isolamento social, com a potencial disseminação indiscriminada da doença, podem ser ainda piores.
Portanto, algumas soluções viáveis são o Governo liberar gradualmente para as pessoas se movimentarem nas ruas e em seus trabalhos, tanto quanto a Mídia investir mais em show e atrações online entretendo o telespectador sem ele precisar sair de casa.