Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 12/05/2020
Na série televisiva Elite é apontada uma divergência de classes sociais entre famílias de uma cidade, é visível que, em momentos de crise, as famílias mais ricas conseguem contornar os problemas enquanto as mais pobres sofrem as consequências. Não obstante, a sociedade brasileira enfrenta um estado pandêmico, e problemas estruturais anteriores causados pela desigualdade social, tais como trabalhadores autônomos continuarem nas ruas e moradores de comunidade,dificultam o isolamento social.
À priori, o isolamento social, que consiste em manter os indivíduos no âmbito domiciliar com o intuito de diminuir a propagação de uma doença, subentende que dentro de suas casas as pessoas estejam isentas de possíveis aglomerações. Fato que pode ser duvidosa quando se trata de bairros periféricos ou carentes, onde a fiscalização de tais medidas é frágil,muitos residentes negligenciam sua importância, ou até mesmo é desconhecida a gravidade das consequências geradas pela doença em questão.
À posteriori, grande contingente de trabalhadores autônomos como vendedores ambulantes e empregadas domésticas, têm como única fonte de renda a execução do trabalho. Ficando à mercê do transporte público, local que sempre foi meio de contaminação rápida, como pode ser exemplificado no incidente ocorrido em Goiânia em 1987, quando foi transportado num ônibus um objeto radioativo e cerca de 1.600 pessoas foram afetadas a partir do fato.
Portanto há de intervir de imediato, o Ministério da Saúde, entregando um projeto de lei à câmara dos Deputados, que auxilie diretamente da implementação de normas que visem fiscalização rígida das regras de isolamento, e atendendo também as necessidades básicas de moradores de comunidades e trabalhadores autônomo, tais como subsídio total de contas de luz e água. Para que assim o país consiga manter as classes mais pobres em igual nível de isolamento.