Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 16/05/2020

Na Roma antiga, a sociedade era dividida em classes, dominante e operária, em que os plebeus não tinham os mesmos privilégios que os patrícios, configurados como superiores. Dentro da configuração brasileira atual, percebe-se uma semelhança com a romana, visto que, principalmente em tempos de pandemia, surgem desafios perante ao necessário isolamento social, o que afeta intensamente as pessoas de baixa renda. Isso se dá, pelos empasses econômicos devido ao desemprego, e aos desafios da falta de acesso a educação.

De acordo com Leandro Karnal, a epidemia revela de forma quase violenta a desigualdade, enquanto classes médias e alta enfrentam o tédio, as baixas enfrentam a fome. Em meio a perspectiva do historiador brasileiro, nota-se a verdadeira realidade em que os desfavorecidos se encontram, tendo em vista que a taxa de desemprego cresceu demasiadamente, sobretudo nos empregos autônomos e comerciais, já que o isolamento é fundamental para retardar o avanço da proliferação da doença. Desse modo, por ter que ficar em casa, muitas pessoas sofrem com a crise econômica que afeta seus lares, e por não ter mais sua renda, a necessidade que assola esses indivíduos, se torna cruel, uma vez que sem dinheiro muitos não tem como se alimentar e pagar suas contas, o que gera um aumento na miserabilidade de suas vidas, levando muitos a morte por desnutrição.

Além disso, devido as medidas tomadas para o combate da enfermidade, a maioria dos estabelecimentos param de funcionar, como supracitado afetando não só a economia como a educação, pois as escolas se fecham por um longo tempo diante da grande aglomeração de alunos que comportam. Isso faz, com que as crianças e adolescentes fiquem a mercê de recursos domésticos como auxílio para seus estudos, tai quais os fornecidos pela tecnologia, todavia, tais mecanismos são maior administrados por instituições privadas. Segundo o IBGE, 67% das casas brasileiras têm acesso a internet, com isso o número de alunos prejudicados é imenso, pois além de não poderem ir ao colégio, não tem nenhum material de apoio para dar continuidade aos estudos durante o período em que se encontram, dependendo da rede pública que não fornece auxílio estudantil para tal.

Diante dos fatos apresentados, urge a necessidade de mudança. Assim, cabe ao Ministério da Educação destinar verbas aos governos municipais, para que as Secretarias de Educação, possam preparar kits com materiais das diversas disciplinas, acompanhado de cestas básicas, para serem distribuídos aos alunos da rede pública de ensino, para o auxílio de seus estudos. Ademais, devem disponibilizar plataformas digitais, com aulas gratuitas como complemento para os alunos que tem acesso a internet, de forma que todos possam enfrentar a situação de maneira mais amena.