Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 12/05/2020
O novo corona vírus (COVID-19), chegou no Brasil no início de fevereiro deste ano, se disseminou de forma rápida atingindo principalmente os mais pobres. Segundo dados revelados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, 14,5% da população vivia abaixo da linha de pobreza, 37% dos brasileiros residem em moradias que faltam algum tipo de saneamento básico. Com isso muitos brasileiros que fazem parte dessa estatística precisam ir à rua para garantir o seu sustento.
Nas últimas semanas, escolas, creches, universidades, espaços culturais e diversos órgãos públicos e privados, suspenderam suas atividades devido ao COVID-19. Dessa forma cerca de 263 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola segundo a UNESCO, o que impede que seus pais trabalhem, já que não há alternativas.
Pela mesma razão, segundo o site Gazeta, 1,5 milhões de brasileiros foram demitidos, e estão vivendo apenas com o seguro-desemprego, o que leva muitos indivíduos a sair em busca de um trabalho informal, se expondo ao vírus e se tornando um novo agente transmissor aumentando o número de infectados.
Em virtude dos fatos apresentados, é preciso que o Governo Federal implemente a renda mensal de seus cidadãos, como, trabalhadores informais, desempregados e aos grupos de maior vulnerabilidade. Através de ONG’s, fazer distribuições de kit’s de higiene pessoal, água potável em áreas com saneamento básico escasso e de cestas básicas. Assim a renda que seria destinada ao uso de mantimentos e artigos de higiene, seria revertida a outros gastos, como por exemplo, medicamentos, roupas de inverno e em materiais de proteção individual. Com tais medidas a adesão ao isolamento social seria menos difícil.