Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/05/2020
No final do século XX, com o aumento da globalização houve uma ampliação da integração espacial no mundo todo, dessa forma tudo chega rapidamente para todos os cidadãos do planeta, inclusive doenças virais. Com isso, medidas sanitárias foram implementadas, como o controle do fluxo de indivíduos em casos de pandemia, como a execução do isolamento social. No entanto, essa medida pode trazer diversos obstáculos para a população mais vulnerável, como problemas econômicos e de saúde.
Nesse contexto, é fundamental que as pessoas saibam da importância da quarentena, com isso ocorre a diminuição da curva de contágio, logo, menos pessoas são infectadas em um curto período de tempo e o sistema de saúde não entra em colapso. Porém, nem toda população pode ficar em suas casas e ter uma boa qualidade de vida durante esse período. Muitos trabalhadores, sobretudo os informais, têm que continuar executando suas funções para sua sobrevivência. Isso mostra uma ineficácia do Poder Público em garantir uma proteção ao desamparo econômico que essas pessoas estão expostas.
Além disso, há também uma preocupação com a saúde dos confinados. Segundo a Revista Pesquisa FAPESP, existe um risco de 29% no desenvolvimento de doença coronária, e também, um risco de que pessoas acima de 60 anos tenham 50% mais chances de desenvolver demência. Em várias ocasiões, o corpo humano encontra uma forma de se adequar ao meio em que está, como diz o químico francês Antoine Lavoisier: ‘‘Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." Portanto, é esperado que o indivíduo se adapte para se distrair em situações como a de enfermidade global. No entanto, muitas vezes pessoas que são vitimas de doenças como depressão e ansiedade encontram dificuldade de se cuidar, pois enfrentar uma situação de incerteza sobre a duração do isolamento, diante de uma doença que vem se mostrando fatal, causa uma sensação de angústia em muitos indivíduos.
Portanto, é necessário que o Poder Público ajude financeiramente as famílias, com as verbas públicas, para que estas tenham uma renda mínima para manter o bem-estar. E também para ajudar pessoas com distúrbios mentais, é preciso que haja consultas por telefones com psicólogos ou psiquiatras para dar o suporte necessário a esses indivíduos. Ademais, se faz necessário que o Ministério da Saúde, em conjunto com os meios midiáticos, mostre a importância do isolamento social para a prevenção da contaminação do vírus, evidenciando que agora, estar isolado é salvar vidas.