Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/05/2020
“O maior perigo à humanidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial” frase dita pelo então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Não obstante, contra essa nova pandemia de COVID-19, não há vacinas ou remédios, tão pouco respostas a respeito do desemprego e da quebra da economia nacional. Até agora, no Brasil e no mundo o isolamento social tem sido a principal causa da diminuição da transmissão comunitária do vírus. Contudo, há um grande desafio em manter essa ação, pois muitos brasileiros necessitam trabalhar para ganhar seus salários e o sistema de saúde nacional trabalha sem vagas.
Em primeiro lugar, é importante analisar os impactos das pandemias na economia. Segundo o estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, sobre a crise no Coronavírus, podem haver mais de 25 milhões de pessoas sem empregos em 2020 e a maior concentração desse número será nos países emergentes, como o Brasil. Logo, para que não ocorra aumento na desigualdade social nacional as pessoas devem seguir ao isolamento necessário. Para tal feito, o governo federal poderá beneficiar financeiramente os desempregados, as micro, pequenas e médias empresas a fim de evitar a demissão em massa. Caso não ocorra, surge um novo desfecho, que pode causar danos não só na economia.
Dentre esses efeitos, os impactos econômicos são apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem afetar não somente a estrutura administrativa como também a saúde. Há de convir, que com a falta de salário irá trazer mais pessoas as ruas à procura de emprego. Ao passo que, para conter tal demanda, o estado deverá providenciar políticas públicas de confinamentos rigorosos, como em Belém, que de acordo com o site G1, há somente serviços essenciais - hospitais e farmácias- funcionando e há limitação de circulação de pessoas nas ruas por dez dias. Cabe ressaltar, que essas ações foram tomadas para evitar o crescimento de morte pela epidemia de Coronavírus e a superlotação dos hospitais.
Torna-se evidente, portanto, que, existe obstáculos para implementar o afastamento coletivo no Brasil em caso de pandemia. Com o intuito de mudar essa realidade de imediato, o governo do estado tem seu papel de destaque na observação do avanço do contágio local. Dessa forma, caso seja necessário, cabe a ele implantar o isolamento social e fiscalizar, com a polícia federal e estatual, através de blitz educativas para a população sobre essa ação nas avenidas e ruas de grande movimentação e multar àqueles que venham reincidir o desobediência contra normas de isolamento. Só assim, será possível enfrentar uma pandemia e minimizar seus efeitos na sociedade.