Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/05/2020
Em 1919 um surto de gripe suína eclodiu no mundo, gerando sobrecargas nos sistemas de saúde, mortes e paralizando o sistema econômico. Segundo o moralista Immanuel Kant e sua visão deontológica, todos são iguais perante o dever moral. Consoante, hoje, nota-se novamente o caos crescente - vivenciado anteriormente no surto de gripe suína - com o Sars-CoV-2, vírus progenitor da covid-19 (corona vírus). Contudo, mesmo com tais experiências negativas já sofridas que evidenciam a necessidade do pensamento coletivo e do isolamento social, encontra-se o maior desafio para a superação do problema: o egoísmo moderno, pesamento que contradiz o dever de moralidade de Kant, sustentado pela ineficiência estatal na provisão do sustento.
Primeiramente, observa-se a necessidade do cumprimento do isolamento social estabelecido. Tal isolamento foi declarado perante o estado de calamidade, decretado por tempo indeterminado pelo Ministério da Saúde e aprovado pelo senado. Entretanto, é notório o desrespeito ao decreto, visto que grande parte da população desconhece os impactos do vírus no sistema de saúde geral, classificando-o como fraco por sua baixa taxa de mortalidade nos jovens - de 3%. Diante disso, há propostas estatais para implementação do Lockdown (confinamento), sistema de reação que obriga o cidadão a permanecer no isolamento com exceções essenciais, permitindo uso da força militar por parte do govenro.
Paralelamente, é notório os desafios constantes que o descumprimento das circunstâncias geram, tendo em vista o aumento dos casos de violência doméstica e os baixos subsídios gerados pela falta de interesse estatal em suprir a necessidade popular. Consequentemente, a liberação de créditos aos bancos privados e a carência gerada pela baixa provisão governamental induz os brasileiros aos empréstimos, endividando o povo e gerando, também, os conflitos domésticos - que na região Norte apresentam crescimento de 15% nos casos de divórcios e violência dentro dos lares.
Portanto, é notável a necessidade de um sistema capaz de conter e tratar o vírus ao mesmo tempo que sustenta economicamente o país. Destarte, é hiperativo que o Ministério da Saúde em parceria com o poder executivo realize a contenção viral e sustentamento econômico, por meio da instalação do Lockdown para diminuir a exposição e subsídios condizentes com o padrão de vida brasileiro, liberando créditos aos bancos públicos para redistribuição, reduzindo as taxas de endividamento e incentivando, dessa forma, o comércio virtual, para que haja diminuição do impacto na saúde e economia de forma efetiva, a fim de que o tratamento seja igualitário, não apenas moralmente - como estabelecido por Kant, mas, também, perante a Lei, cumprindo-se a isonomia constitucional.