Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 13/05/2020
É notório que, devido q ascensão da globalização no final só século XX, ampliou-se a integração socioespacial em nível global. Com isso, a uniformização de medidas sanitaristas no mundo, como o isolamento social. Dessa forma, cabe analisar como a omissão do Poder Público e a negligência população influenciam para essa problemática.
Em primeira análise, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988, garante direitos trabalhistas aos cidadãos brasileiros, sendo dever do Estado zelar pela aplicação destes. Entretanto, tal construção teórica não se aplica de forma eficaz na prática, uma vez que, em situações de pandemia muitos trabalhadores, sobretudo do ramo informal continuam suas atividades laborais para a sobrevivência. Essa conjuntura, revela que o Poder Público têm sido insuficiente em assegurar medidas protetivas aos indivíduos ativos nessa condição. Assim, é mister que o aparato legislativo funcione na prática, a fim de ampliar o isolamento social em contexto de enfermidade global.
Ademais, é válido postular que, a falta de compromisso social no Brasil, constitui um dos obstáculos para a eficaz execução do isolamento social em casos de pandemia. Tal fato pode ser exemplificado pela lotação em ambientes públicos como praias, à exemplo das praias do Rio de Janeiro em março de 2020, mesmo com todas as medidas de alerta instauradas pelo governo local proibindo aglomerações devido a expansão do Covid-19 (Corana Vírus) no país. Logo, é substancial que haja uma maior conscientização da sociedade nesse cenário.
Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas públicas, implementar uma renda mínima aos trabalhadores informais e indivíduos em vulnerabilidade socioeconômico em casos de pandemia para garantir o bem-estar e saúde desses cidadãos. Outrossim, o Ministério da Saúde, juntamente com parceiras com as mídias, promover campanhas publicitárias mais eficaz a conscientização, apontando a importância de conter o fluxo populacional, a fim de interromper o alastramento das enfermidades. Dessa forma, o Poder Público e a sociedade lidarão de forma promissora com a problemática vigente.