Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 09/05/2020
A ascensão da globalização, no século XX, ampliou a integração socioespacial em nível global, de forma que doenças virais passaram a se propagar com mais facilidade. Em vista disso, medidas sanitárias e contenção do fluxo de pessoas tornaram-se necessárias em caso de pandemia. Entretanto, algumas famílias não conseguem se manter sem o trabalho e não possuem uma renda para casos de emergências. Por isso, cabe ao Estado nacional e suas esferas subnacionais fornecer um capital para que essas pessoas obtenham o sustento próprio sem descumprir o isolamento social.
Em primeiro lugar, colocando em prática o distanciamento social o número de casos de pessoas infectadas pelo vírus e óbitos diminuem, evitando colapso no sistema de saúde, bem como a disseminação da doença. Todavia, o artigo de Oliver Hammig, pesquisador do Instituto de Epidemiologia, Bioestatísticas e Prevenção da Universidade de Zurique, identificou que pessoas socialmente isoladas, apresentam medidas poucos saudáveis em relação à alimentação e atividades físicas. Nesse sentido, é imprescindível que as pessoas sejam conscientizadas sobre a importância de terem refeições saudáveis e praticarem exercícios físicos.
Outrossim, a Constituição de 1988 garante direitos trabalhistas ao cidadãos brasileiros. Portanto, é dever do Estado fornecer recursos aos trabalhadores, principalmente os do ramo informal, para que não precisem colocar suas vidas em risco em busca de mantimentos. Assim, o isolamento social torna-se eficaz e os indivíduos terão condições básicas para a manutenção da vida.
Enfim, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas públicas, implementar uma renda mínima aos indivíduos em vulnerabilidade socioeconômica, garantindo o bem-estar e a saúde. Ademais, é função do Ministério da Saúde promover campanhas de conscientização sobre a importância do isolamento social. Dessa forma, a disseminação do vírus será evitada e a população ficará segura.